As sete faces de Dario

Ideia para um segundo livro que também nunca escreverei

O nome dele é Dario. Ele é o personagem principal, mas só aparece na trama como coadjuvante, como um asterisco nas histórias que serão contadas. E que serão sete no total, uma diferente da outra, contadas de sete maneiras diferentes, por sete personagens/narradores diferentes, que participaram ou não da vida de Dario. Sim, ele é morto (suicida, talvez). Onipresente, porém discreto, quase inexistente. Em algum momento, uma história irá se relacionar com a próxima a ser contada (ou com a anterior), sem que os personagens ou narradores se relacionem, contudo. Apenas Dario estará relacionado com todos. E sua história será contada somente como um adendo às outras histórias. O nome do livro: As sete faces de Dario.

ps: já convenci a pequena que nosso primeiro rebento macho chamará Dario.

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Três bandas fodas com… muito barulho

Como fã de Nirvana, sempre fui muito chegado ao barulho-arte. De Jesus and Mary Chain a Mogwai, passando por Black Flag e Melvins,  aquela anarquia sonora que fala antes com o corpo e bem pouco com o cérebro, que desperta muito mais o instinto do que o sentimento, é magia pura. Escolhi três bandas novas que fazem barulho com bom gosto apurado.

METZ

Eu ouvi Metz pela primeira vez por causa do Rock’n’Beats. Tinha uma coluna no site que reunia pequenas resenhas dos lançamentos da semana. A editora do site jogava no email os discos lançados e os redatores escolhiam um ou mais álbuns para resenhar. Numa dessas, encontrei o selo Sub Pop ao lado do nome Metz e não tive dúvida. Baixei o disco e fui ouvir no carro (meu lugar preferido pra ouvir música porque é onde quase sempre tô sozinho e onde, por ser lugar fechado e pequeno, o som pode ‘bater’ no corpo, e não somente no ouvido). Logo nos primeiros segundos do disco, percebi do que se tratava e aumentei o volume: que grande disco, que grande banda! Uma das músicas desse álbum, o de estreia deles, chama Headache – dá pra sentir o drama, né?

THE WYTCHES

Conheci agorinha há pouco e já tô apaixonado. O amigo Denis, baterista blueseiro e pessoa das melhores (além de ser o mentor da próxima banda da lista), me deu o toque: “ouve!”. Ouvi. É provavelmente a melhor banda que vou ouvir esse ano. O vocalista tem uma presença forte. Lembra muito outros dois caras experientes no quesito barulho. O som deles é um surf music produzido por satanás. Nada menos. Pesquisei aqui e descobri que lançaram um disco no mês passado, que já tá no play. Recomendo muito.

  SULFÚRICA BILLI

É daqui de São Luís. É Instrumental. É um duo. É barulhenta como deve ser. E é encabeçada por um dos caras mais fodas que já conheci. Denis Carlos faz miséria com um violão tonante pequeno, velho e imundo que ele tem. Sem pena, ele meteu um Humbucker nessa viola, e sempre toca com ela no volume máximo, usando um big muff ainda por cima. É bonito. Lançaram um EP massa, vão lançar um disco mais massa ainda por esses tempos (fica ligado) e certamente por aí não vão parar. Os nomes das músicas são uma atração à parte. Mas o melhor mesmo são os riffs – entre o metal, o punk e tudo o que há de melhor na música barulhenta. Sulfúrica Billi é foda!

Desafio: maio

Faz um tempo já… rs

Fiz nhoque em maio. Nenhuma novidade. A novidade é que fiz nhoque pela primeira vez.

O prato:

2014-07-15 19.42.09

A receita

Ingredientes:

  • 6 batatas médias
  • 1 xícara de farinha de trigo
  • sal a gosto
  • parmesão ralado
  • 1 lata de molho de tomate
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 200g de carne moída
  • 1 linguiça suína
  • 2 dentes de alho
  • folhas de manjericão e orégano

Preparo:

A massa eu fiz da maneira tradicional. Cozinhei as batatas na água quente com sal em fogo bem alto; quando ficaram bem macias, desliguei o fogo, escorri a água e deixei elas esfriarem. Depois ralei e amassei as batatas(com processador é mais fácil, mas ainda não temos aqui em casa) e fui polvilhando de leve com a farinha de trigo até formar uma massa uniforme, não tão firme e nem tão ‘mole’. Ah, botei um pouco de queijo ralado também. Dividi a massa em algumas partes, fiz rolinhos e depois fui cortando com uma espátula no formato do nhoque.

Para o molho, dourei o alho, a carne e a linguiça no azeite por uns poucos minutos; depois juntei o molho de tomate (eu uso aquele de lata que vem com uns pedaços bonitos de tomate), daí deixei apurar em fogo bem baixo por alguns outros minutos. Aprendi com o Buddy que molho de tomate com carnes fica sempre melhor quando cozido em fogo bem baixo. Só isso. Se tiver muito ácido, uma pitadinha de açúcar e tchan nan nan.

O nhoque cozinha em água fervendo e com muito sal. Ao subir do fundo da panela, está pronto.

Pra montar o prato é só despejar o molho (eu o deixo sempre bem firme) sobre o nhoque ainda quente. Coloquei ainda o manjericão e o orégano (da minha horta \o/) e bastante queijo (o que achei na geladeira).

Fácil, gostoso e pesado. Como gostamos aqui em casa.

Fuck

A melhor cena de The Wire, quiçá de toda a história das séries americanas.

Fuck fuck motherfucker fuck me fuckin’ey… e um caso resolvido!

Tem que assistir à série, ou pelo menos a este episódio, pra sacar o quanto essa cena é genial.

(Estou fazendo maratona com as 5 temporadas; uma lindeza só. Roteiristas de outro mundo. Melhor que muitos romances policiais que já li. The Wire é excelente demais)