Desafio: semana 3 (de 16.01 a 22.01)

Semana de pouca atividade, por causa da viagem, dos ensaios, do trabalho e etc. Dessa vez, número igual de discos e filmes.

Discos

Water EP – Blood Red Shoes
Wolf’s Law – The Joy Formidable 
I Hope Your Heart Is Not Brittle – Portastatic
The Autumn DefenseThe Autumn Defense
Kill the Rockstars We Were – Bloomington
*Gallo AzhuuGallo Azhuu

gallo azhuu

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A banda mais legal de São Luís, a mais pesada (sem ser metal ou derivados), dos meus amigos fudidos de bons, lançou essa beleza rara cheia de peso, guturais, guitarronas, psicódelia e poesia incomum (no rock). O primeiro disco de uma leva de discos bons que ainda vão pipocar aqui na cidade. O negócio virou, definitivamente.

Filmes

O impossível – Direção: Juan Antonio Bayona (2012)
LelleBelle – Direção: Mischa Kamp (2010)
Ma Mère – Direção: Christophe Honoré (2004)
O Homem da Máfia – Direção: Andrew Dominik (2012)
O jardim dos FinziContini – Direção:  Vittorio De Sica (1970)
*Malizia – Direção: Salvatore Samperi (1973)

Tem essa moça (na época), Laura Antonelli, que é contratada como empregada por uma senhora antes de morrer para cuidar de seus três filhos e o marido. Acaba que, por sua beleza e prestatividade, cada um dos filhos, e o pai, tentam se aproveitar da moça de todas as formas, com consentimento dela, diga-se. Uma comédia erótica italiana das mais divertidas. Uma coisa legal do filme é mostrar como há não muito tempo atrás havia uma valorização maior da sensualidade em pequenas coisas: um toque, um andar de bicicleta, uma levantada singela de saia… Mas aí veio a internet e vocês já sabem o resto.

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De Teresina a São Luís (e versa-vice)

Velttenz

Fim de semana passado, fui à Tersina com a Velttenz tocar no lançamento do cd solo de um dos amigos da banda Trinco. Foi bem massa começar o ano tocando fora da nossa cidade, deu pra rever os amigos todos de lá, e deu pra aproveitar bem a vigem. Foi bacana ver o ‘susto’ que o pessoal que ficou pra ver nosso show levou com o som cheio de guitarra que a gente faz. O Hugo, esse amigo cujo disco foi lançado, faz um som mais ‘tranquilo’, mais ‘nova mpb’ com pitadas de arranjos de jazz e música regional à la cena recifense, daí o pessoal foi ‘preparado’ pra este tipo de som, talvez até por isso ele tenha nos chamado, pra fazer o contraste. E foi massa. O show foi dele massa. O disco, Trincado, dá pra ouvir aqui. Enfim…

O mote desse post é o show, mas principalmente a viagem até Teresina, que faço pela segunda vez em menos de um ano. Sei lá, desta vez, na volta, depois de quase 15 horas de viagem (ida e volta) e passando por um monte de lugar do interior, do interior mesmo, me bateu um negócio. Aí lembrei do João do Vale, que tem essa música que fala sobre todos esses lugares, de como ele e tantos outros penaram pra fazer esse e outros trajetos, e de como deve ter sido duro, mas ao mesmo tempo era a vida possível pra eles, e mesmo assim ainda existia felicidade e alegria autênticas, etc.

João do Vale é  um dos caras que eu mais admiro na música, analfabeto e sem noção musical alguma, mas com espírito, com tesão e vontade pra coisa. Não sabia escrever, tocar ou cantar, mas fez pelo Maranhão o que muita gente letrada nunca vai fazer: deu uma identidade, uma representação do ser maranhense, que não é, definitivamente, o nordestino imortalizado por Gonzaga, é outra coisa, menos seca, ainda que ensolarada. O Maranhão tem isso: é Norte? é Nordeste? Que diabos nós somos? O João do Vale dá umas boas pistas nas suas canções do que talvez sejamos em essência.

‘De Teresina à São Luís’, canção do João, cantada por Gonzaga. Um clássico eterno pras bandas de cá.

Desafio: semana 2 (de 09.01 a 15.01)

Essa semana foi bem tranquila. A diferença entre filmes assistidos e álbuns ouvidos foi maior do que na semana passada. Vamos a lista!

Discos:

John Prine – John Prine (1974)
Lysandre – Christopher Owens (2013)
Glad All Over – The Wallflowers (2012)
*Goblin – Tyler the Creator (2011)

tyler_the_creator_01

Tudo é pesado na sonoridade desse guri que se remete a fazer um hip hop de gente grande: as bases desse disco são um filme de terror e as letras disparam ‘fuck’ pra tudo quanto é lado. Não há momento para descontração, ou algum momento pra relaxar, é tudo muito carregado, apesar de muito articulado.  Bacana ter isso tipo de gente e som por aí.

Filmes

Let’s Get Lost – Direção: Bruce Weber (1988)
Tyson – Direção: James Toback (2008)
Lincoln – Direção: Steven Spielberg (2012)
Shame – Direção: Steve McQueen (2011)
World According to John Coltrane – Direção: Robert Palmer and Toby Byron (1990)
O sobrevivente – Direção: Werner Herzog (2006)
Juntos pelo Acaso – Direção: Greg Berlanti (2010)
Heleno – Direção: José Henrique Fonseca (2012)
ArgoDireção: Ben Aflleck (2012)
Amour – 
Direção: Michael Haneke (2012)
*As Vantagens de Ser Invisível 
Direção: Stephen Chbosky (2012)

Um pequeno clássico sobre traumas familiares, solidão, amizade, adolescência e seus dramas, maturidade e suas dores, etc.. Um bonito filme que passa pelos clichês do tipo de história que conta, mas não fica estagnado neles. O mérito dele é tratar de assuntos comuns com seriedade. Ótimo elenco, atuações precisas e personagens sem afetações.

Desafio: semana 1 (de 01.01 a 08.01)

Hora de conferir a lista de filmes e discos dos primeiros sete dias do desafio que me propus para 2013. Foram 4 discos e 6 filmes, um saldo positivo para uma semana mega corrida.

Discos:

Good Kid, M.A.A.D CityKendrick Lamar (2012)
2Mac Demarco (2012)
FadeYo La Tengo (2013)
*Nostalgia UltraFrank Ocean (2011)

Frank-Ocean

O meu destaque entre quatros discos que ouvi até aqui. A primeira mixtape desse cara que esteve no topo da música pop mundial no último ano com seu elogiado pois excelente Channel Orange. Essa mixtape chamou a atenção do público e da crítica para o Frank Ocean, e com razão, o disco é muito bom. O fato curioso e interessante é a utilização de alguns samples de músicas conhecidas de gente como Radiohead e Eagles servindo como base para as letras do cantor, compositor, rapper, etc., americano.

 

Filmes:

Tropicália – Direção: Marcelo Machado (2012)
Bird – Direção: Clint Eastwood (1988)
Saneamento Básico – Direção: Jorge Furtado (2007)
Madagascar 3 – Direção: Eric Darnell, Tom McGrath e Conrad Vernon (2012)
A Fita Branca – Direção: Michael Haneke (2009)
*American Splendor – Direção: Shari Springer Berman e Robert Pulcini (2003)

O meu destaque da lista de filmes dessa semana é a cinebiografia do quadrinista americano Harvey Pekar. O filme é composto de várias formas de expressões artísticas, tem um exercício de metalinguagem fudido de bom – aliás, a própria carreira do Pekar é baseada nesse exercício já que seus quadrinhos foram escritos tomando como base não apenas personagens mas também alguns diálogos reais  e ocasionais presente em sua vida. Nunca tinha conseguido ver o filme até o fim, por motivos diversos que não dizem respeito a ele, mas dessa vez foi. Além de tudo, tem umas entrevistas antológicas e famosas do cara – que é uma figura no mínimo insólita, ou como ele prefere se chamar no filme, “genuína” – no Letterman, duas delas, inclusive aparecem no película. Sente o drama:

Uma meta para 2013

Do nada, decidi que 2013 terá mais sentido pra mim se eu conseguir ouvir 1 disco e assistir a 1 filme, pelo menos, por dia até o fim do ano. As leituras e estudos estão em dias, então nesse quesito é só manter a minha média de 2/3 livros por mês de desde há algum tempo – os mais importantes, ou os que me pega(ra)m mais, estão ali com trechos citados no meu tumblr, inclusive. Mas voltando as metas, em 2012 pouco vi de filmes, escutei poucas bandas novas ou álbuns recentes, daí que meti na cabeça que devo compensar essa falha no ano que começa hoje.

O negócio é o seguinte: a cada semana, nas terças (dia 1 é hoje, numa terça feira, então…), vou reunir num post todos os filmes e discos escutados durante os sete dias passados, e a cada mês, todo dia primeiro, faço uma lista dos livros lidos durante esse tempo – e em cada post, faço alguns comentários sobre aquilo que mais gostei. A meta é que no fim do ano, passado algumas várias semanas, a média de filmes e discos seja de 1 por dia, e de livros continue 2/3 por mês.

Observações: livros e filmes não necessariamente lançados em 2013, mas ainda não lidos e vistos por mim. Quanto aos discos, na lista vou priorizar artistas recentes que não conheço e novos álbuns de artistas recentes ou que já estão aí há algum tempo, e com os quais eu já tenha algum contato (tenho escutado muito discografias inteiras de gente que já é medalhão, daí não vou contabilizar discos antigos dessa gente que caso eu esteja ouvindo, mesmo que seja pela primeira vez).

É isso! Espero ter tempo e disposição pra cumprir esta meta. O blog vai servir pra eu me cobrar.