Das novas descobertas: The Electric Soft Parade

The Electric Soft Parade

IDIOTS é o disco. The Electric Soft Parade é a banda. O ano é 2013. Ouça:

Banda formada pelos irmãos Alex e Thomas White, ingleses e ótimos compositores. A sonoridade: ali entre Teenage Fanclub, Beatles e Brendan Benson. Música pop com melodias doces cantadas de uma forma simples e bonita.

A minha preferida é a faixa que abre o álbum:

O The Electric Soft Parade tem quatro discos na praça, vale muito à pena ir atrás e ouvi-los.

Ainda no quesito literário…

… dois poemas de expressão. Minhas últimas tentativas. Antigos. Sobre a morte, pertinho. Só valem porque foram frutos de momentos de expressão. Mas por serem apenas frutos de momentos de expressão, não valem nem um tico a mais pra além disso.

Para o avô que tive e não tive

O adeus nos olhos dos amigos que cultivei durante toda vida
É que me aperta o peito
Nesta hora.
Desfolha-me a razão vê-los ali
Com a tristeza serena de quem não escolhe, aceita.

Eu
Do lado de mim
Recluso no olho fechado, pergunto-me
“Qual deles o próximo a morrer o mundo?”

Para Luís Carlos

O duro na morte
É o olhar sem rodeios que a realidade imprime
Na face em descanso.
Eu não vi o meu tio morto
Muito menos consigo imaginá-lo assim
(são escassas as lembranças).
Mas sei que a bala
Ao responder sangue em seu corpo
Concluíra no olho
Seu último motivo de dor.

A tal dor que não suporta o papel!

… e um dos poemas mais bonitos que já li, do amigo Fabio Sabino.

Homo Demens

Eu elogio a loucura
Amo a flor
Amo sim
Em todas suas coisas mesmas de flor
Amo seu doce
E seu arrastar consigo
Todas primaveras do mundo

Mas não me nego à carne
Sua fúria e espasmo e vertigem
Cada uma dessas coisas
Ditas no beijo, no cerne
Na fenda da pele

Se me nego a esses issos
Todos embuchados de séculos
E de tempos
Mortifico o pulsar
O latejo
O labirinto
Dou-me entregue a falência
Ao cansaço
Ao juízo dos homens sérios
E seu riso sério
E seus infernos
Todos eles muito sérios

E nisto tudo
Perco a ternura
O poema
O acaso
A fala

E na costura
Destes tudos
Perco aquilo que dava asas

Antes (Desert Sessions) x Depois (QOTSA)… algumas músicas

rancho

Não é segredo pra ninguém que o Desert Sessions serve não só para reunir amigos do Josh no Rancho de la Luna lá na Califórnia, mas que ele também se tornou uma espécie de laboratório para todos os grandes artistas que dele participam. O anfitrião do projeto, que não é besta nem nada, por vezes pega algumas das belezinhas construídas nas suas ‘sessões do deserto’ com os amigos e, mexe aqui mexe ali, encaixa na obra de sua genial banda. Vocês já devem conhecer, mas eu resolvi juntar tudo num post só.

You Think I Ain´t Worth A Dollar, But I Feel Like A Millionaire

Avon/Nova

Monsters in the Parasol

Hanging Tree

Make It Wit Chu

In My Head

No One Knows

O homem que não falava

“Desde muito cedo, o homem que não falava aprendeu a não se sentir à vontade com nada, com ninguém e em lugar nenhum.”

*Retirado do livro que nunca escreverei.

Desafio: semanas 21 e 22 (22.05 a 04.06)

18 discos e 14 filmes. Acelerando o passo para fazer a contagem final do primeiro semestre.

Discos

Atlântico Pacífico Arthut Matos (2013)
CadafalsoMomo (2013)
Red FangRed Fang (2009)
Hold That Plane!Buddy Guy (1972)
Personal RecordEleanor Friedberger (2013)
Correndo de Encontro a TudoStereophant (2013)
Guardia NovaGuardia Nova (2013)
DesperationOblivians (2013)
Thank God for Mental Illness –  Brian Jonestown Massacre (1996)
All the Blood in the WorldThe Bailey Hounds (2013)
DorgasDorgas (2013)
É O Que TemosBárbara Eugênia (2013)
Vazio TropicalWado (2013)
MonomaniaClarice Falcão (2013)
BEBeady Eye (2013)
In the Aeroplane Over the SeaNeutral Milk Hotel (1998)
On Avery IslandNeutral Milk Hotel (1996)
*UnrealHebronix (2013)

O ex-vocalista do Yuck, banda nova que lançou um álbum incrível em 2011, Daniel Blumberg preferiu fazer lo-fi sozinho em vez de continuar com o apelo pop distorcido da sua banda anterior. Ouvindo o álbum solo dele, sob o nome Hebronix, não tenho muita certeza se ele acertou nessa escolha.

Filmes

Planeta dos Macacos: A Origem – Direção: Rupert Wyatt (2011)
O Enviado – Direção: Mark Ruffalo (2010)
A Condenação – Direção: Tony Goldwyn (2010)
A Era da Inocência – Direção: Denys Arcand (2007)
Folk America BBC docs (2004)
KonTiki – Direção: Joachim Rønning e Espen Sandberg (2012)
Um Faz de Conta Que Acontece – Direção: Adam Shankman (2008)
Intimidade – Direção: Patrice Chéreau (2001)
Alive Day Memories: Home From Iraq – Direção: Jon Alpert e Ellen Goosenberg Kent (2007)
3 – Direção: Tom Tykwer (2010)
A Hora do Espanto – Direção: Craig Gillespie (2011)
Um Homem Sério – Direção: Ethan Coen e Joel Coen (2009)
Noivas em Guerra – Direção:  Gary Winick (2009)
*Upstream Color – Direção: Shane Carruth (2013)

Um filme acachapante! Todos os elementos cinematográficos executados com perfeição. Poderíamos encaixá-lo como ficção científica, mas é melhor dizer que o filme é uma produção muito bem realizada; e isso basta. Tem uma história original (uma boa, aliás), tem drama, tem romance, tem ação, tem algum tipo de suspense, tem movimentos de câmera geniais, tem uma ideia de cinema bem definida, enfim, um dos melhores do ano.

Desafio: semanas 19 e 20 (de 08.05 a 21.05)

Botando a casa em ordem e os números em dia: foram 16 discos e 17 filmes nessas duas semanas.

Discos:

My Garden State – Glenn Jones (2013)
Save Rock and Roll – Fall Out Boy (2013)
Hard Times and Nursery Rhymes  – Social Distorion (2011)
Phaseshifter – Red Kross (1993)
Random Access MemoryDaft Punk (2013)
CurtisCurtis Mayfield (1999)
Abattoir BluesNick Cave & the Bad Seeds (2004)
Crazy Heart Soundtrack (2010)
False IdolsTricky
Antes que Tu Conte Outra – Apanhador Só (2013)
Trouble Will Find Me – The National (2013)
Modern Vampires Of The CityVampire Weekend (2013)
Murder The Mountains – Red Fang (2011)
Passo Torto – Passo Torto (2012)
Passo ElétricoPasso Torto (2013)
*…Like a Clockwork – QOTSA (2013)

O melhor disco do ano até agora pra mim. Ainda bem que o Josh fez esse disco bem diferente do anterior, que é apenas mediano pra baixo. Parece que a banda colaborou mais no processo de feitura desse, por isso soa tão como banda, e um pouco distante do que nos acostumamos a ouvir de timbre e composição do Homme. Não seria ruim se acontecesse o contrário, só seria cansativo. Discão!

Filmes:

O Lado Bom da Vida –  Direção: David O. Russell (2012)
O Espetacular Homem Aranha – Direção: Marc Webb (2012)
A Família da Noiva – Direção: Kevin Rodney Sullivan (2005)
Le Concert – Direção: Radu Mihaileanu (2009)
Trasgredire – Direção: Tinto Brass (2000)
Compramos um Zoológico – Direção: Cameron Crowe (2011)
Hancock – Direção: Peter Berg (2008)
Kiss Kiss Bang Bang – Direção: Shane Black (2005)
E Aí Meu Irmão Cadê você – Direção: Joel Coen (2000)
A Vida de Brian –  Direção: Terry Jones (1979)
Big Lebowski – Direção: Joel Coen (1998)
Nick and Norah’s Infinite Playlist – Direção: Peter Sollett (2008)
Manual do Amor 2 – Direção: Giovanni Veronesi (2007)
 Talihina Sky – Direção: Stephen C. Mitchell (2012)
A Culpa é de Fidel Direção: Julie Gavras (2006)
Jogo da Vida – Direção: Robert Lieberman (2011)
O Mestre – Direção: Paul Thomas Anderson (2012)

Um grande ator numa magnífica atuação. Um grande diretor em mais um momento de iluminação.

O-Mestre-Joaquin-Phoenix

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