Por uma vida ordinária

Vim aqui só para dizer que:

1 – Serei pai de uma linda menina

2 – Está definitivamente formada a família Castro Moraes (oficializamos o casório, minha pequena e eu)

3 – Estou ajudando a construir, ou melhor, reconfigurar, parte da minha casa nova com meu pai (e não é força de expressão não, mão na massa e no tijolo mesmo)

4 – Eu não consigo mais me ver trabalhando com qualquer outra coisa que não seja com equações, funções e números

5 – Como é bom ter problemas reais, apesar da ocasional e inevitável dureza da vida. Como é bom esquecer um tanto das polêmicas e histerias virutais. Como é bom ter uma vida ordinária: libertador!

6 – Não sinto saudade alguma disso aqui, da escrita, da música, daquilo que eu achava que não poderia viver sem. O silêncio, como é bom. Novamente, a vida ordinária é libertadora.

Até a próxima!

 

 

 

 

 

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Esta Banda

Três versões de uma mesma obra prima dos caras que ainda continuam sendo a última banda que realmente me impactou no mundo da música.

Dory é trilha de um dos filmes mais tristes da história. Aqui, uma versão instrumental da canção pela própria banda.

 

Aqui, outra versão instrumental, delicada, num órgão, por um artista dinamarquês.

 

Por fim, uma versão instrumental liderada por uma violinista que, pelo o que entendi, criou o arranjo para o seu recital final em alguma escola de música. Ficou bonito que só.


Um adendo:

O Queremos! (projeto que traz um monte de artista massa para o Brasil através de vaquinha virtual) organizou um livro bem bonito sobre os 5 anos do projeto; livro este que contém os cartazes e fotos dos shows realizados, além de depoimentos das pessoas que tornaram possível a vinda de cada artista e banda que participou do projeto. O lance é que eu participei de um desses shows, e adivinha qual banda eu ajudei a trazer para o Brasil?! E adivinha qual depoimento sobre o show dessa banda eles escolheram para pôr no livro?! Achei bonitinho, como diz a minha pequena.

Lições de uma vida pré 30

1 – Cuidar dos meus a qualquer custo;

2 – Não perco mais tempo com engajamentos (pois todos quase sempre tolos);

3 – Amizades, na maoria das vezes, são superestimadas;

4 – Por mais duro que seja, ficar sozinho é uma dádiva;

5 – Cada vez mais convicto, no entanto, cada vez mais desistindo disso e daquilo outro.

XI

Olha eu aí de novo. Será?! rs
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Abri uma conta numa corretora de valores. Escolhi a Rico, pois, além de taxas atrativas, oferece palestras online, presenciais e cursos para seus clientes, faz pouco menos de um mês que me cadastrei e tô gostando bastante dos serviços da corretora. Daí que fiz meu primeiro investimento, hehe, Tesouro Direto IPCA+ 2035. Ainda conservador, afinal é grana suada. Botei a casa em ordem (com a ajuda da pequena, claro), fizemos um planejamento para que sobre uma grana todo mês para investirmos no tesouro e para fazer uma poupança que mais tarde, talvez meio do ano que vem, quando já tiver mais cheinha, servirá pra eu começar na bolsa.

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Os estudos continuam. Fiz um curso de Finanças pessoais e investimentos em ações ministrado pelo consultor financeiro André Massaro e oferecido pelo Veduca em parceria com a BM&F Bovespa. Curso muito bom, recomendo. Aliás, há muitos e ótimos cursos tanto no Veduca quanto no Instituto educacional da BM&F. Os oferecidos pelo primeiro em sua maioria são gratuitos, com um leque grande de áreas de estudo, de ciência política a biologia molecular, alguns inclusive com certificação – se jogue. Dentre os oferecidos pelo último, apesar de alguns serem cursos gratuitos também, os pagos são os melhores, pena que ainda um tanto caros para os meus padrões.

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Outro curso muito bom é o ministrado pelo mega respeitado economista e homem público João Sayad, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP. O curso é sobre Economia Monetária, em que são apresentadas as ideias das correntes de monetaristas ao longo dos últimos dois séculos, e, lógico, mostra como se iniciou e como ocorrem as relações de trocas através de moedas nas sociedades do ocidente (especialmente), estudando todos os fatores que influenciam e interferem direta e indiretamente nessa relação. Um ótimo curso para entender a economia da perspectiva bancário-monetária. São muitas aulas, e eu tento aproveitá-las o máximo que posso, inclusive lendo os textos do professor e indo atrás de suas indicações bibliográficas que podem ser encontradas no blog do curso.

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Tá muito sério isso aqui né? No próximo post vou tentar pegar mais leve. Vou dar umas indicações de sons que tenho escutado. Ah, acho que vou recomeçar os trabalhos do segundo disco da Garibaldo.

Uma reflexão

sabe qual o problema das pessoas? elas se acham especiais demais, acham que tudo o que fazem é especial e digno de atenção, mas não é. tua vida não é melhor do que a de ninguém, tu não é melhor do que ninguém. por isso, seja feliz na sua, e não crie caso com besteira pouca que somos todos nós.

It’s Just that Simple

Uma música, e só! Tudo vai dar certo.

IX

Esses tempos foram insanos por aqui. Resolvi botar pra fora por aí todo o meu nojo pelo PT-Lula-Dilma-e-sua-corja. Teve um pessoal que ficou meio assustado por eu defender publicamente a candidatura do Aécio e PSDB. Mas chega uma hora que não dá mais. E essa mentalidade esquerdizóide que nós todos aprendemos a ter desde cedo na escola e bradamos sem medo quando na universidade… pra não dizer muito: há um limite pra tudo isso; e, depois de certo ponto, é preciso crescer. Não me interpretem mal: não falo que crescer significa ser de direita, liberal, conservador ou o que valha. Crescer significa, aqui, perceber o óbvio: o processo político, econômico e social de constituição da nossa cidade-estado-país-povo é um pouco mais complexo do que a luta entre o bem e o mal.

Enfim, Dilma ganhou, mais quatros anos de muito estômago pra aguentar esse pessoal comandando o país. Só espero que eles não fiquem mais oito anos depois desse mandato. Eu, por aqui, vou fazer o meu pra que eles não fiquem.

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Ainda nesse quesito: os melhores textos que li sobre eleições, PSDB x PT, economia, política, Brasil, nos últimos meses não foram publicados em jornais, muito menos em revistas, mas sim em redes sociais. Sim! No Twitter e no Facebook, apesar dos histerismos (inclusive os meus), gente muito boa fez análises precisas com argumentos e ideias límpidas do processo todo. Recomendo muito o Marlos Ápyus (aqui, aqui e aqui) e o Joel Pinheiro da Fonseca (aqui e aqui).

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Durante esse tempo, também por causa da corrida eleitoral para a presidência, eu estive cada vez mais interessado em entender a economia do país no nível macro. Tanto que tô pensando seriamente em fazer o curso de Ciências Econômicas. Tenho bastante receio de fazer mais uma graduação, mas, traçando uma perspectiva de futuro para minha vida (no que se refere às finanças, especialmente), vejo que é extremamente necessário eu me voltar para áreas mais pragmáticas. A minha escolha na juventude (eu tinha 17 anos, cara) não foi muito feliz nesse aspecto. Ainda há tempo. Tô em dúvida entre Engenharia ou Economia. Faço o Enem no fim de semana, vamos ver.

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Ainda no quesito Economia: eu realmente tô mais que decidido a investir na bolsa no ano que vem. Tenho estudado sobre mercado de capitais desde o começo do ano, porém somente agora que o interesse por ações e investimentos na bolsa se consolidou de fato em mim. Tenho assistido a algumas aulas e palestras no youtube, tenho lido bastante em sites e blogs, baixei alguns ebooks, já levantei uma bibliografia técnica sobre o assunto (os melhores livros ainda não foram traduzidos para o pt-br, vou ter que exercitar meu inglês pereba) e já comecei a traçar uma estratégia para investimento a partir de 2015.

Descobri no Infomoney, o Meivox, um simulador da bolsa bem melhor que o do Uol e o da Folha que ajuda a acostumar com o ambiente da Bovespa. Descobri também o Investidor Miserável, que acompanha os investimentos de um cara que decidiu fazer um experimento ousado na bolsa: ele reserva mensalmente 20% do salário mínimo para compra de ações, focando no longo prazo (30 anos), pra tentar ver se a bolsa realmente dá pé para aqueles que não têm putos o suficiente para se tornarem grandes investidores – um estudo de caso que explica na prática muita coisa que normalmente as pessoas só veem na teoria.

E como ninguém é de ferro, tenho lido também o Vida de Pobretão, um misto de putaria com economia. hehehe. Grande descoberta.

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Ah, e ainda deu pra inscrever um projeto no mestrado da UFMA. Fiz sobre História da Alimentação mesmo – “Por uma História da Alimentação no Maranhão”, o título. Consegui um material garimpando na internet, comprei uns clássicos sobre o tema no Brasil e montei o projeto bonitinho. Espero passar na primeira peneira, o resultado sai no fim do mês. Os aprovados na etapa inicial vão para as provas, e depois entrevistas.

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Plano A, plano B e plano C pois tá foda a vida.

VIII

Enquanto a vida real continua bastante amedrontadora, ali e aqui na internet uns negócios bem massa pra distrair.

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A relação entre Fernando Pessoa e Aleister Crowley (sim, houve uma) por Ivo Barroso na Dicta&Contradicta: aqui.

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Falando em revista, recomendo muito a Nabuco. Recém nascida e comandada pelo ilustre maranhense Ronald Robson, a Nabuco é uma ótima alternativa para aqueles que procuram por uma visão menos obscurecida sobre a cultura brasileira.  Nas palavras precisas dos seus editores: “informa-lhe um desdém intransigente pelo sectarismo de nossas letras e pela substituição de cultura por agenda política”. Fui ao lançamento da edição 1 da revista aqui em São Luís que aconteceu no mês passado na importante livraria e editora Resistência Cultural, por sua vez, comandada pelo não menos ilustre José Lôredo Filho. (aliás, esse pessoal ainda vai fazer um bem danado para essa cidade, num outro post escrevo sobre). Ótimos ensaios e reflexões pertinentes. Tá dada a dica.

sim, eu saí de casa uma vez

sim, eu saí de casa uma vez

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Recomendo bastante também a Revista Mapa, publica e distribuída gratuitamente pelo pessoal da Arte e Letra, de Curitiba. Revista que prioriza traduções de resenhas e de textos de gente grande lá de fora, além de publicar trabalhos de autores brasileiros novos ou não tão conhecidos. O bacana da Mapa é que ela não tem quase nenhuma ‘papagaiada’; produzida por gente séria e comprometida com o propósito da qualidade literária.

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Por fim, uma da melhores coisas que já vi na internet. Um candidato a deputado estadual por São Paulo fez isso como propaganda para sua candidatura. Simplesmente maravilhoso. Tem outras coisas no mesmo naipe de qualidade na página dele, como esse papo sobre o liberalismo em Goku (DBZ).

Três bandas fodas com… muito barulho

Como fã de Nirvana, sempre fui muito chegado ao barulho-arte. De Jesus and Mary Chain a Mogwai, passando por Black Flag e Melvins,  aquela anarquia sonora que fala antes com o corpo e bem pouco com o cérebro, que desperta muito mais o instinto do que o sentimento, é magia pura. Escolhi três bandas novas que fazem barulho com bom gosto apurado.

METZ

Eu ouvi Metz pela primeira vez por causa do Rock’n’Beats. Tinha uma coluna no site que reunia pequenas resenhas dos lançamentos da semana. A editora do site jogava no email os discos lançados e os redatores escolhiam um ou mais álbuns para resenhar. Numa dessas, encontrei o selo Sub Pop ao lado do nome Metz e não tive dúvida. Baixei o disco e fui ouvir no carro (meu lugar preferido pra ouvir música porque é onde quase sempre tô sozinho e onde, por ser lugar fechado e pequeno, o som pode ‘bater’ no corpo, e não somente no ouvido). Logo nos primeiros segundos do disco, percebi do que se tratava e aumentei o volume: que grande disco, que grande banda! Uma das músicas desse álbum, o de estreia deles, chama Headache – dá pra sentir o drama, né?

THE WYTCHES

Conheci agorinha há pouco e já tô apaixonado. O amigo Denis, baterista blueseiro e pessoa das melhores (além de ser o mentor da próxima banda da lista), me deu o toque: “ouve!”. Ouvi. É provavelmente a melhor banda que vou ouvir esse ano. O vocalista tem uma presença forte. Lembra muito outros dois caras experientes no quesito barulho. O som deles é um surf music produzido por satanás. Nada menos. Pesquisei aqui e descobri que lançaram um disco no mês passado, que já tá no play. Recomendo muito.

  SULFÚRICA BILLI

É daqui de São Luís. É Instrumental. É um duo. É barulhenta como deve ser. E é encabeçada por um dos caras mais fodas que já conheci. Denis Carlos faz miséria com um violão tonante pequeno, velho e imundo que ele tem. Sem pena, ele meteu um Humbucker nessa viola, e sempre toca com ela no volume máximo, usando um big muff ainda por cima. É bonito. Lançaram um EP massa, vão lançar um disco mais massa ainda por esses tempos (fica ligado) e certamente por aí não vão parar. Os nomes das músicas são uma atração à parte. Mas o melhor mesmo são os riffs – entre o metal, o punk e tudo o que há de melhor na música barulhenta. Sulfúrica Billi é foda!

VII

Depois de uma longa pausa para concursos bancários cujo resultado foi “na trave” nos 2 que tentei, voltando à vida real.

Tyler the Creator tirando onda. Pessoal “novo” escrevendo no Yahoo, recomendo muito o Alexandre Soares Silva (talvez, o melhor escritor do país) e o Guy Franco – e ainda tem o Alex Antunes e o Claudio Tognolli. Schweinsteiger e Neuer CATANDO O HINO DO BAHIA EM MOMENTO DE PURA MAGIA (que copa é essa, amigo). Não conhecia e gostei ao ouvir: Happyness. Projeto Itália-20dias-Setembro-2015 começou com esse blog aqui – estamos fazendo as contas, minha pequena e eu, e achamos que dá, com alguns sacríficos e nenhum imprevisto.