X

Um questionamento tem me atormentado a cabeça nesse ano, de maneira como nunca antes. (Aliás, são dois, mas, como um é extensão do outro, prefiro pensá-los como uno). Que tipo de pessoa eu sou e que tipo de pessoa eu quero ser?

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Nos últimos meses, a partir do segundo semestre, especialmente, me propus um tipo de avaliação do estado atual da minha vida, e das relações que estabeleço com certas pessoas, mais próximas ou não.

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Acontecimentos traumáticos aceleraram o processo (no mais recente um dos meus tios preferidos levou um tiro no pescoço na rua de casa e quase ficou sem movimentos pro resto da vida, na verdade ele ainda está se recuperando nesse exato momento, então é melhor aguardar pra não comemorar o que não se sabe).

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Daí percebi que o mundo virtual me sugou completamente o estímulo (digo virtual não apenas o internetê, como também uma vida que se acha mas não é ou não vai ser).

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O fato é que pus diante de mim esse questionamento duplo e, através de muitas ponderações, tenho chegado a um ponto que une e, quem sabe, pode resolver os dois pontos da questão. Espero ter a sapiência necessária para fazer isso sem grande prejuízo emocional (ou de qualquer outro tipo) para mim e para os meus.

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Só pra deixar claro, isso não tem nada a ver com espiritualidade religiosa. O meu voltar pra dentro é mais palpável, não menos profundo apesar de mais estreito.

Reafirmo meu agnosticismo enquanto entender que fé não é uma variável fundamental na minha existência. Eu tenho preguiça de deus. (Olha, eu tenho a exata noção de que posso não sair impune desta afirmação, ok?).

IX

Esses tempos foram insanos por aqui. Resolvi botar pra fora por aí todo o meu nojo pelo PT-Lula-Dilma-e-sua-corja. Teve um pessoal que ficou meio assustado por eu defender publicamente a candidatura do Aécio e PSDB. Mas chega uma hora que não dá mais. E essa mentalidade esquerdizóide que nós todos aprendemos a ter desde cedo na escola e bradamos sem medo quando na universidade… pra não dizer muito: há um limite pra tudo isso; e, depois de certo ponto, é preciso crescer. Não me interpretem mal: não falo que crescer significa ser de direita, liberal, conservador ou o que valha. Crescer significa, aqui, perceber o óbvio: o processo político, econômico e social de constituição da nossa cidade-estado-país-povo é um pouco mais complexo do que a luta entre o bem e o mal.

Enfim, Dilma ganhou, mais quatros anos de muito estômago pra aguentar esse pessoal comandando o país. Só espero que eles não fiquem mais oito anos depois desse mandato. Eu, por aqui, vou fazer o meu pra que eles não fiquem.

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Ainda nesse quesito: os melhores textos que li sobre eleições, PSDB x PT, economia, política, Brasil, nos últimos meses não foram publicados em jornais, muito menos em revistas, mas sim em redes sociais. Sim! No Twitter e no Facebook, apesar dos histerismos (inclusive os meus), gente muito boa fez análises precisas com argumentos e ideias límpidas do processo todo. Recomendo muito o Marlos Ápyus (aqui, aqui e aqui) e o Joel Pinheiro da Fonseca (aqui e aqui).

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Durante esse tempo, também por causa da corrida eleitoral para a presidência, eu estive cada vez mais interessado em entender a economia do país no nível macro. Tanto que tô pensando seriamente em fazer o curso de Ciências Econômicas. Tenho bastante receio de fazer mais uma graduação, mas, traçando uma perspectiva de futuro para minha vida (no que se refere às finanças, especialmente), vejo que é extremamente necessário eu me voltar para áreas mais pragmáticas. A minha escolha na juventude (eu tinha 17 anos, cara) não foi muito feliz nesse aspecto. Ainda há tempo. Tô em dúvida entre Engenharia ou Economia. Faço o Enem no fim de semana, vamos ver.

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Ainda no quesito Economia: eu realmente tô mais que decidido a investir na bolsa no ano que vem. Tenho estudado sobre mercado de capitais desde o começo do ano, porém somente agora que o interesse por ações e investimentos na bolsa se consolidou de fato em mim. Tenho assistido a algumas aulas e palestras no youtube, tenho lido bastante em sites e blogs, baixei alguns ebooks, já levantei uma bibliografia técnica sobre o assunto (os melhores livros ainda não foram traduzidos para o pt-br, vou ter que exercitar meu inglês pereba) e já comecei a traçar uma estratégia para investimento a partir de 2015.

Descobri no Infomoney, o Meivox, um simulador da bolsa bem melhor que o do Uol e o da Folha que ajuda a acostumar com o ambiente da Bovespa. Descobri também o Investidor Miserável, que acompanha os investimentos de um cara que decidiu fazer um experimento ousado na bolsa: ele reserva mensalmente 20% do salário mínimo para compra de ações, focando no longo prazo (30 anos), pra tentar ver se a bolsa realmente dá pé para aqueles que não têm putos o suficiente para se tornarem grandes investidores – um estudo de caso que explica na prática muita coisa que normalmente as pessoas só veem na teoria.

E como ninguém é de ferro, tenho lido também o Vida de Pobretão, um misto de putaria com economia. hehehe. Grande descoberta.

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Ah, e ainda deu pra inscrever um projeto no mestrado da UFMA. Fiz sobre História da Alimentação mesmo – “Por uma História da Alimentação no Maranhão”, o título. Consegui um material garimpando na internet, comprei uns clássicos sobre o tema no Brasil e montei o projeto bonitinho. Espero passar na primeira peneira, o resultado sai no fim do mês. Os aprovados na etapa inicial vão para as provas, e depois entrevistas.

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Plano A, plano B e plano C pois tá foda a vida.