Desafio: semanas 15 e 16 (de 10.04 a 23.04)

Bem, como já se passaram algumas muitas semanas desde o meu desligamento temporário da internet, é hora de fazer a contagem geral dos filmes e discos deste período. Foram 29 filmes e 45 discos em mais ou menos 90 dias. Pouco, pouquíssimo, aliás, pra quem quer chegar na média de 1 filme e 1 disco por dia durante todo o 2013. Até agora foram 57 filmes e 64 discos em 16 semanas ou 114 dias, pouco mais da metade da média pretendida em ambos os casos.  Mas o ano ainda tem muito chão, é só correr atrás do prejuízo!

Discos:

Animal NacionalVespas Mandarinas (2013)
Dear Miss Lonelyhearts – Cold War Kids (2013)
Specter At The Feast – Black Rebel Motorcycle Club (2013)
Comedown Machine – Strokes (2013)
Light Up Gold – Parquet Courts (2013)
Overgrown – James Blake (2013)
Exile – Hurts (2013)
Unorthodox Jukebox – Bruno Mars (2012)
Monomania – Deerhunter (2013)
RoncaRonca (2013)
Bloodsports – Suede (2013)
Killing DaysAmerican Thread (2013)
Fandango – The Phoenix Foundation (2013)
Mountain BattlesThe Breeders (2008)
Ready To Die – Iggy & The Stooges (2013)
*Rat Farm – Meat Puppets (2013)

Os irmãos Cris e Curt Kirkwood mandando bem como sempre. O disco mais agradável de se escutar lançado em 2013. Sabe aquele lance de botar pra tocar e esquecer do resto, só curtir as músicas (boas, todas) e esquecer que existe o mundo lá fora. Um tanto ali de country/folk americano, melodias bonitas e a distorção característica da banda. Folkfuzzy!

Meat puppets


Filmes:

Benny’s Video – Direção: Michael Haneke (1992)
O Som ao Redor – Direção: Kleber Mendonça Filho (2012)
Monella – Direção: Tinto Brass (1998)
*Cure for Pain: The Mark Sandman Story – Direção: David Ferino (2011)

Provavelmente, o filme mais bonito que vi esse ano. Mark Sandman era um cara incrível, senti uma empatia grande com o modo de ser dele. A já clássica história da sua morte é bem triste. Chorei um tanto vendo seus companheiros de banda falarem sobre ele.

Manuale d’Amore – Direção: Giovanni Veronesi (2005)
Into the Wild – Direção: Sean Penn (2007)
Os Vingadores – Direção: Joss Whedon (2012)
Capitão América – Direção: Joe Johnston (2011)
American Pie – O reencontro – Direção: Hayden Schlossberg, Jon Hurwitz (2012)
*A Vida dos Outros – Direção:  Florian Henckel von Donnersmarck (2006)

Filme com fundo histórico muito forte, mas sobretudo com uma história humana emocionante e muito bem contada. Roteiro preciso: toda a história fez sentido dentro do absurdo que era o Comunismo, o Partido e toda essa papagaiada que assolou o leste europeu durante grande parte do século XX.

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Viagens, shows e alguma diversão – parte 2

Em São Paulo foi cansaço, mas também alegria. Vi pelo menos cinco bandas que eu sempre quis muito ver, em shows memoráveis.

Viajar a pretexto de ver shows é uma boa pedida, só que quando se trata festival, o negócio é mais embaixo. Fora o preço, a quantidade de dias de shows, tem o quebra cabeça por escolha das bandas, e principalmente, as horas em pé, o cansaço. É dureza.

Fui com a senhorita em 2010 ao Planeta Terra – eu, pra ver Pavement, ela, Billy Corgan e cia – aproveitamos mais a cidade por se tratar de um festival realizado em apenas um dia, o resto do fim de semana fizemos o que tínhamos que fazer. Dessa vez, ficamos confinados ao Centro, e o como todo centro de cidade importante, é só andar um tanto pra achar algo de interessante pra ver/fazer, esbarrar em gente, trocar ideia, etc. … mas sim, deu pra ir ao Mercadão comer o famoso “Bauru”.

Um monstrinho, o rapaz

Pastelzinho também caiu bem

Os shows… não vou me estender na descrição de todos porque foram muitos, e bons. Ficaria horas falando aqui sobre os meus preferidos, mas vou direto ao ponto: meu top five, e algumas menções honrosas.

Pearl Jam fez um show foda, pena que eu não curto o som da banda, nunca consegui gostar… Teve ainda Tomahawk do “Mister 1000 Voices” Mike Patton, arrebatador. O Gary Clark Jr. também fez um show bonzaço com sua guitarra nervosa, apesar d’eu ter achado a banda dele bem fraca. E o Vanguart fez um show bonito ao cair da tarde.

Meu Top Five:

Black Keys foi um show brochante para algumas pessoas, pois o som baixo não correspondia ao tamanho do festival e ao modo como foram apresentados: headliners. Eu achei massa, eles pareciam estar curtindo muito ali no palco, e esse lance meio blues delta meio rock contemporâneo dos timbres, riffs e melodias dos caras é bem bom, ao vivo também.

Planet Hemp fez a alegria de muita gente na casa dos vinte-quase-trinta. Uma das bandas brasileiras mais importantes dos últimos vinte anos destilando hits dos seus três discos fudidos de bom. Todo mundo cantando, roda de pogo (eu entrei, sim, não perdi a oportunidade), fumaça e o cheiro da erva pra tudo quanto é parte, D2 inspirado, Bnegão, Rafael, todo mundo no seu melhor. Foi massa. E o mais bacana: eles tocaram como uma das atrações principais do festival.

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Hives, matador

Hives fez um dos shows mais memoráveis do ano. Divertidíssimo! Jogando com a galera, ganharam-na. Ganharam inclusive gentes que não os conheciam, ou que estavam ali apenas pra ver o Pearl Jam. Uma banda performática cuja música enérgica faz com seus shows sejam sempre o mesmo (no bom sentido da coisa), tanto num local com duas mil pessoas quanto num com cinquenta mil.

Franz Ferdinand é provavelmente (junto com Interpol) a banda 00’s que mais gosto. O show foi uma catarse pra mim. Se não me engano, é a quarta ou quinta vez que os escoceses vieram ao país. Mais um show pra minha galeria de shows memoráveis. Tocaram músicas novas, muitas, aliás… boas, aliás. Tocaram músicas dos primeiros discos, tocaram músicas do Tonight. Tocaram tudo! E fizeram o melhor show, o meu melhor show do festival. Pois o QOTSA foi covardia, incomparável…

Queens of the Stone Age é incomparável em tudo. O show dos caras é incomparável. As canções, os riffs, as melodias, os solos, os arranjos, o Josh… incomparáveis. Provavelmente, o melhor show do ano em solo brasileiro.  Ainda bem que não foi um show nenhum pouco óbvio, digo, baseado somente em hits. Teve Better Living Through Chemistry e teve Song For The Dead !!!!!! Não rolou nenhuma do primeiro, mas teve música do novo álbum. Valeu esperar esse tempo todo para vê-los ali realizando essas canções que eu escuto desde sempre. Teve pogo. Ao final do show, eu estava sem voz e acabado. Inesquecível.

No geral, foram três dias de muito cansaço. Ficamos cinco dias em SP, não aguentava mais ao fim do último, queria casa. Valeu a pena pelos shows, mas é provável que eu deixe de mão esse negócio de festival e passe a ir a shows individuais apenas, mesmo sabendo da dificuldade das bandas que quero ver virem em shows solos.

Viagens, shows e alguma diversão – parte 1

Vamos lá. Depois de algum tempo fora, vou tentar fazer um resumão, em três partes, do que aconteceu de interessante pras bandas de cá nos últimos dois meses: shows fantásticos – feitos e vistos, pré-carnaval por vezes ensolarado por vezes chuvoso no Rio de Janeiro, cansaço prazeroso em São Paulo, boas lembranças e algumas dívidas.

Em fevereiro, no comecinho, lá perto do carnaval, acompanhado da minha inseparável senhorita Raquel, fui ao Rio (pela segunda vez) a pretexto de ir ver o show dos nova-iorquinos do Grizzly Bear, banda que, da metade do ano passado até agora, tem dominado as minhas audições diárias de música pop.

Domingo, praia, sol e amor

Domingo, praia, sol e amor

Antes de tudo, preciso dizer: o Rio de Janeiro é onde eu gostaria de morar se me fosse possível, em algum momento da vida, escolher. Tem essa coisa, eu não aguento viver em São Luís por diversos motivos, mais um dos motivos que me faz gostar daqui certamente é o fato da cidade ser praiana. Conversando com um amigo de Teresina, o Vítor, vocalista e excelente guitarrista da banda de blues BR-316 (que inclusive fez um show divertidíssimo aqui na ilha no começo de março, já chego lá, não atropelemos os bois), percebi o quanto me identifico com esse aspecto litorâneo de São Luís, o quanto o lugar, ou melhor, o quanto esse aspecto específico do lugar, meio que incorporou-se ao meu DNA, o quanto (e eu tenho certeza disso) eu não conseguiria viver sem praia por perto. Não que eu seja um rato de praia, daqueles que todo fim de semana tem que ir lá tomar uma água de coco ou beber uma cerva. Não, eu não sou desses. Mas eu gosto do fato dela estar ali perto, com toda a grandeza do mar e o vento batendo forte na cara. E o que melhor define o Rio do que a praia?! Dá pra ver no rosto das pessoas logo na descida do avião. Enfim, foram cinco dias bem bons.

Memorabilia no Museu Histórico Nacional

Memorabilia no Museu Histórico Nacional

Ficamos hospedados num hostel em Botafogo, um bairro gente fina. Como era pré-carnaval e chegamos no domingo, com um solzão bonito na testa, tinha muitos blocos e bandinhas pela cidade toda. Fomos pra rua. Foi divertido. Durante a estadia, comemos muito bem num boteco em botafogo mesmo, no Pontes. Aliás, o Rio de Janeiro é a cidade dos botecos, bem massa isso. Por todo lugar tem um boteco legal pra quem gosta de comida boa e cerva. Comemos algumas vezes também no Gourmet 686 em Copacabana, uma mistura de restaurante e lanchonete que nos satisfez quando a grana encurtou. O roteiro turístico foi aquilo lá: corcovado, praias, centro, museus, jardim botânico e o que mais deu pra fazer em pouco tempo. Fomos pra rua, e só saíamos dela quando a chuva apertava, e, por incrível que pareça, ela apertou umas duas vezes. No fim, deu pra fazer o que planejamos.

Daí veio o show, na Lapa, no Circo Voador. A banda do Brooklyn foi ao Rio através do Queremos, plataforma de crowdfunding que já levou alguns bons shows à cidade. O Circo tinha lá suas 900 cabeças à espera da banda que meses antes tinha lançado sua obra prima, Shields, o quarto álbum da discografia dos moços.

Foi um showzaço. É preciso dizer que a apresentação da banda só foi começar de fato quando o show estava se encaminhando para sua metade. Antes disso, a banda parecia estar se aquecendo e o público meio que tentando se desarmar da expectativa de vê-los ao vivo. Expectativa sempre fode tudo. Mas como a banda é afiada, talentosa, com um senso de composição e arranjo acima da média, logo a coisa se tornou uma lindeza só. A conexão público – banda se fez, os cinco se sentiram mais à vontade ali no palco, arriscando inclusive umas brincadeiras encabeçada pelo vocalista Ed Droste. O set list foi baseado nos dois últimos álbuns da banda, Veckatimest (2009) e Shields (2012).

O que mais me impressionou, dentre tantas coisas impressionantes no show – como a atuação do Chris Taylor, baixista e produtor da banda, se desdobrando em uma infinidade de instrumentos e efeitos que dão a carga emocional e preenchem os lindos arranjos das canções do Grizzly Bear; como a linda sincronização das vozes dos líderes da banda Ed DrosteDaniel Rossen; a perfeição da base instrumental dos caras, etc -, o que mais me impressionou mesmo foi o Christopher Bear, baterista que faz dos descaminhos uma maneira certa de se introduzir na canção, arranjos de uma simplicidade e estranheza que espantam, principalmente ao vivo, quando as mãos certeiras dele tornam tudo mais vivo e potente. Grande acerto meu ter ido a esse show.

Não estava programada, tive que resolver tudo em cima da hora, mas essa viagem foi demais. Na parte 2 conto como foi lá em SP.

Desafio: semanas 7,8,9,10,11,12,13 e 14 (de 12.02 a 09.04)

Mais de mês sem internet. Pense num desespero. O celular me salvou da abstinência, mas a coisa foi punk. Hehe. Enfim de volta. Atrasei no desafio, inevitavelmente, mas estou tirando o atraso. Vamos aos filmes e discos que deu para por na conta desses quase 60 dias longe daqui.

Discos:

The Lick itFingerFingerrr (2013)
Vanishing PointMudhoney (2013)
The Next DayDavid Bowie (2013)
Amor e FoliaLos Hermanos (1998)
ChoraLos Hermanos (1998)
King of the Slide GuitarElmore James (1992)
Blak and BluGary Clark Jr (2012)
Gary Clark Jr. E.P Gary Clark Jr (2010)
The Bright Lights EPGary Clark Jr (2011)
HeavenThe Walkmen (2012)
Outros Caminhos – Parte 1The Outside Dog (2013)
WolfTyler the Creator (2013)
A New State of MindThe Velociraptors (2013)
The 20/20 ExperienceJustin Timberlake (2013)
Wakin on a Pretty Daze Kurt Ville (2013)
Sacode Nevilton (2013)
Afraid of Heights Wavves (2013)
Stories don’t EndThe Dawes (2013)
*Anthology Of American Folk Music Vários (1952)

Uma coletânea indispensável para quem gosta de música. Grande parte da história americana condensada em seis volumes de música de raiz. Ouvir essa coletânea me fez voltar o pensamento para a nossa raiz sonora aqui no Brasil,  as modas do interior, as violas, o canto popular, o sofrimento, etc. É preciso voltar o olhar pra dentro para descobrir certas coisas.

Filmes:

About a Son – Direção: AJ Schnack (2006)
Veludo Azul – Direção: David Lynch (1986)
Velvet Goldmine – Direção: Todd Haynes (1998)
Trovão Tropical – Direção: Ben Stiller (2008)
Vestida Para Casar – Direção: Anne Fletcher (2008)
Tá dando onda – Direção: Ash Brannon e Chris Buck (2007)
Morto Vivo – Direção???
Encantada –
Direção: Kevin Lima (2007)
Soundcity – Direção: Dave Grohl (2013)
Sete dias com Marilyn – Direção: Simon Curtis (2012)
Woody Allen, a Documentary – Direção: Robert B. Weide (2012)
As aventuras de Pi – Direção: Ang Lee (2012)
O palhaço Direção: Selton Mello (2011)
*Ethel – Direção: Rory Kennedy (2012)

Um filme sobre os bastidores de uma das famílias mais importantes da história: os Kennedy. Rory Kennedy,  filha caçula do senador Bobby, sobrinha do presidente John (ambos assassinados na década de 60), fez uma bela homenagem para sua mãe Ethel, cuja personalidade e força foram determinantes não só para continuar criando 11 filhos após sua viuvez em 1968, como para a própria atuação política do seu marido e do seu cunhado na corrida presidencial de ambos à casa branca. Bom relato dos bastidores da política americana, apesar de conter uma visão muito célebre e oficial de seus personagens.