Desafio: semana 6 (de 06.01 a 12.02)

Mais outra semana fraca. Mês corrido, esse. Fiz alguns shows com a Velttenz, ensaio ensaio show show e nada mais. Fora uns dois pepinos enormes no trabalho. E fevereiro não acaba…

Discos:

Untimely Meditations – The Verlaines (2012)
Things Fall ApartThe Roots (1999)
*M B V – My Bloody Valentine (2013)

A volta da banda expoente maior do shoegaze no mundo. Depois de muitos anos, a banda voltou fazendo o que sabe, nada além disso. Aquela coisa toda: guitarras altas, distorções, loops, efeitos espaciais, viagens, psicodelia. É um disco atemporal e marcado pela estética. Muitos outras bandas que tocam shoegaze poderiam ter feito este álbum em 2013, mas só o My Bloody Valentine conseguiria (como fez) torná-lo tão único, afinal, eles são os papas do estilo.

my bloody

Filmes:

A Professora de Piano – Direção: Michael Haneke (2001)
Funny Games – Direção: Michael Haneke (1997)
A ilha – Direção: Michael Bay (2005)
*Naked Lunch – Direção: David Cronenberg (1991)

Um filme estranho do sempre estranho diretor canadense Cronenberg. Uma bela ode ao delírio e aos efeitos alucinógenos das drogas como ponto de partida para a criação artística. Adaptação do livro do também estranho Burroughs. O filme me pegou bem mais do que eu achava que iria pegar. Fora o caos de consciência e da história no filme, o que gostei mesmo foi a discussão sobre o artista e a sua relação com o criar.

Desafio: semana 5 (de 30.01 a 05.02)

A semana mais fraca até agora. Passei uma semana fora, no Rio, pra ver o Grizzly Bear. Depois conto como foi, o show e a viagem.

Discos:

Sharpen Your Teeth – Ugly Casanova (2002)
Faster Than EvilJackDevil  (2013)
Spot The Psycho – Cornbugs (1999)
SunSuperStar EP – The Sinks (2013)
As Crônicas do BandidoElder Effe (2012)
*Llama Blues EP – Rich Robinson (2011)
*Through A Crooked Sun – Rich Robinson (2011)

Meus destaques musicais dessa semana ficam por conta dos dois trabalhos solos de um dos irmãos Robinsons, o guitarrista Rich, da gigante Black Crowes. O EP, especialmente, tem uns blues lindos. Guitarra!! O álbum é mais pop, mas ainda blues, lembrou muito coisas do Clapton.

richrobinson_jpg

Filmes:

*Funny Games – Direção: Michael Haneke (2007)

Essa é segunda versão de Funny Games, que corresponde exatamente (ângulos de câmera, história, roteiro, etc) à primeira, lançada em 1997. Estou quase terminando a filmografia desse artista maior dos tempos atuais. É pesada! Filmes com carga de emoção gigante, uma emoção torta, angustiante. O que mais me chama atenção no Haneke até aqui é a maneira como ele constrói seus filmes sem lançar mão de quase nenhum recurso que normalmente todo mundo que faz cinema utiliza: trilha sonora, movimentos específicos de câmera, truques de edição, etc. É um cinema duro. Ele tem uma estética própria. O cara fundou um estilo, o cinema Haneke.

Desafio: semana 4 (de 23.01 a 29.01)

Fim do primeiro mês do desafio. 19 discos e 28 filmes. Nos filmes, quase chego lá. Nos discos, tenho que remar um pouco mais. Uma das coisas mais legais desse lance todo é que estou me pondo em dia com alguns clássicos que por muito tempo deixei passar. Vamos a lista!

Discos

Valsa e Vapor – Phill Veras (2012)
Spot The Psycho – Cornbugs (1999)
Pass The Plate – The Crusaders (2008)
Hummingbird – Local Natives (2013)
*WorkerCambriana (2013)

Essa banda de Goiânia elevou um pouquinho o nível do indie brasileiro. Os caras conseguem sintetizar uma estética e sonoridade internacional dessa música que transita entre o folk, o rock e o eletrônico sem parecer derivativo ou sem alma. É autêntico, e bom demais em tudo: letras, arranjos, produção e, essencialmente, nas canções. Este trabalho novo da Cambriana já abre 2013 de forma arrebatadora.

Filmes

À Ma Soeur! – Direção: Catherine Breillat (2001)
Rio – Direção: Carlos Saldanha (2011)
Django Livre – Direção: Quentin Tarantino (2013)
O Iluminado – Direção: Stanley Kubrick (1980)
*L’Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância – Direção: Bertrand Bonello (2011)

França. Virada do séc. XIX para o XX. Prostituição. Alta sociedade. Temas comuns em diversos filmes, livros, quadros, etc. mundo afora. Mas o que me despertou atenção nesse filme foi a maneira sem rodeios como são tratados esses temas todos. Resumindo o roteiro, o filme conta a história de decadência de um modo de vida, ou de um dos seus aspectos, do final do século XIX através do fim de um bordel que atendia gente importante da alta sociedade francesa . Não há vitimização e nem a idealização das prostitutas, nem muito menos são mostradas como símbolo de depravação ou, o contrário, símbolo anacrônico de algum pretenso feminismo. Bom filme e ótima trilha sonora.


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