Desafio: semanas 17 e 18 (de 24.05 a 07.05)

Nessas duas semanas, consegui manter a média (ufa!). Foram 16 discos e 15 filmes. Os discos foram em sua maioria de 2013. Comecei a ouvir mais discos através de streaming do que de download. Estou usando bastante o Soundcloud, o Bandcamp, o Deezer e o First Listen do site da rádio americana NPR, que me revelou gratas surpresas, como o meu destaque musical da vez: o Mikal Cronin. Daí as coisas que me apetecem, eu baixo depois, e o resto, continua resto. Quanto aos filmes, consegui terminar a filmografia-uma-tonelada do Haneke (num próximo post irei listar os filmes em ordem dos que mais gostei aos que menos; e falar um pouco sobre o cara). Caí de cabeça nos documentários musicais também, recomendo especialmente o Brega S/A, o Dig! e o destaque da vez ali embaixo. Continuemos…

Discos

New History Warfare Vol. 3: To See More Light – Colin Stetson (2013)
Fool Metal Jack – Os Mutantes (2013)
JunipJunip (2013)
The Money Store – Death Grips (2012)
InstanteNathalia Ferro (2013)
FainWolf People (2013)
Brooklyn Babylon – Darcy James Argue’s Secret Society (2013) Afundando a cidade – Zerão (2013)
O Curioso Caso da Música Invisível – Camarones Orquestra Guitarrística (2013)
New Electric Ride EP – New Electric Ride (2013)
Volume 3 – She & Him (2013)
De Olhos FechadosFragor (2013)
SoundtrackTwin Peaks (1990)
Gang do Eletro – Gang do Eletro (2013)
Landing On A Hundred – Cody Chesnutt (2012)
MCII – Mikal Cronin (2013)

Segundo álbum do cantor e compositor americano. Uma belezinha das melhores do ano. Música pop com garage rock. Guitarrudo, mas acessível. Tem muita distorção, mas também tem harmonias instrumentais lindas. Traz pra frente o que há de melhor no rock alternativo americano dos anos 90, mas é devidamente contemporâneo. Que bela descoberta foi o cara pra mim!

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Filmes

Caro Francis – Direção: Nelson Hoineff (2010)
Ferreira Gullar – O Canto e a Fúria – Direção: Zelito Viana (1994)
Brega S/A – Direção: Vladimir Cunha e Gustavo Godinho (200?)
George Harrison: Living in the Material World – Direção: Martin Scorsese (2011)
Hit so Hard: The Life & Near Death Story of Patty Schemel – Direção: P. David Ebersole (2011)
Holy Flying Circus – Direção: Owen Harris (2011)
No Distance Left to Run – Direção: Dylan Southern e Will Lovelace (2010)
Who Killed Nancy – Direção: Alan G. Parker (2009)
Dig! – Direção: Ondi Timoner (2004)
Código Desconhecido – Direção: Michael Haneke (2000)
Caché – Direção: Michael Haneke (2005)
O Sétimo Continente – Direção: Michael Haneke (1989)
71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso – Direção: Michael Haneke (1994)
Tempo de Lobo – Direção: Michael Haneke (2002)
Searching for Sugar Man – Direção: Malik Bendjelloul (2012)

A MAIOR HISTÓRIA RELACIONADA A MÚSICA QUE JÁ VI!  Só digo que você devia ver, mesmo.

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Desafio: semanas 15 e 16 (de 10.04 a 23.04)

Bem, como já se passaram algumas muitas semanas desde o meu desligamento temporário da internet, é hora de fazer a contagem geral dos filmes e discos deste período. Foram 29 filmes e 45 discos em mais ou menos 90 dias. Pouco, pouquíssimo, aliás, pra quem quer chegar na média de 1 filme e 1 disco por dia durante todo o 2013. Até agora foram 57 filmes e 64 discos em 16 semanas ou 114 dias, pouco mais da metade da média pretendida em ambos os casos.  Mas o ano ainda tem muito chão, é só correr atrás do prejuízo!

Discos:

Animal NacionalVespas Mandarinas (2013)
Dear Miss Lonelyhearts – Cold War Kids (2013)
Specter At The Feast – Black Rebel Motorcycle Club (2013)
Comedown Machine – Strokes (2013)
Light Up Gold – Parquet Courts (2013)
Overgrown – James Blake (2013)
Exile – Hurts (2013)
Unorthodox Jukebox – Bruno Mars (2012)
Monomania – Deerhunter (2013)
RoncaRonca (2013)
Bloodsports – Suede (2013)
Killing DaysAmerican Thread (2013)
Fandango – The Phoenix Foundation (2013)
Mountain BattlesThe Breeders (2008)
Ready To Die – Iggy & The Stooges (2013)
*Rat Farm – Meat Puppets (2013)

Os irmãos Cris e Curt Kirkwood mandando bem como sempre. O disco mais agradável de se escutar lançado em 2013. Sabe aquele lance de botar pra tocar e esquecer do resto, só curtir as músicas (boas, todas) e esquecer que existe o mundo lá fora. Um tanto ali de country/folk americano, melodias bonitas e a distorção característica da banda. Folkfuzzy!

Meat puppets


Filmes:

Benny’s Video – Direção: Michael Haneke (1992)
O Som ao Redor – Direção: Kleber Mendonça Filho (2012)
Monella – Direção: Tinto Brass (1998)
*Cure for Pain: The Mark Sandman Story – Direção: David Ferino (2011)

Provavelmente, o filme mais bonito que vi esse ano. Mark Sandman era um cara incrível, senti uma empatia grande com o modo de ser dele. A já clássica história da sua morte é bem triste. Chorei um tanto vendo seus companheiros de banda falarem sobre ele.

Manuale d’Amore – Direção: Giovanni Veronesi (2005)
Into the Wild – Direção: Sean Penn (2007)
Os Vingadores – Direção: Joss Whedon (2012)
Capitão América – Direção: Joe Johnston (2011)
American Pie – O reencontro – Direção: Hayden Schlossberg, Jon Hurwitz (2012)
*A Vida dos Outros – Direção:  Florian Henckel von Donnersmarck (2006)

Filme com fundo histórico muito forte, mas sobretudo com uma história humana emocionante e muito bem contada. Roteiro preciso: toda a história fez sentido dentro do absurdo que era o Comunismo, o Partido e toda essa papagaiada que assolou o leste europeu durante grande parte do século XX.

Desafio: semana 6 (de 06.01 a 12.02)

Mais outra semana fraca. Mês corrido, esse. Fiz alguns shows com a Velttenz, ensaio ensaio show show e nada mais. Fora uns dois pepinos enormes no trabalho. E fevereiro não acaba…

Discos:

Untimely Meditations – The Verlaines (2012)
Things Fall ApartThe Roots (1999)
*M B V – My Bloody Valentine (2013)

A volta da banda expoente maior do shoegaze no mundo. Depois de muitos anos, a banda voltou fazendo o que sabe, nada além disso. Aquela coisa toda: guitarras altas, distorções, loops, efeitos espaciais, viagens, psicodelia. É um disco atemporal e marcado pela estética. Muitos outras bandas que tocam shoegaze poderiam ter feito este álbum em 2013, mas só o My Bloody Valentine conseguiria (como fez) torná-lo tão único, afinal, eles são os papas do estilo.

my bloody

Filmes:

A Professora de Piano – Direção: Michael Haneke (2001)
Funny Games – Direção: Michael Haneke (1997)
A ilha – Direção: Michael Bay (2005)
*Naked Lunch – Direção: David Cronenberg (1991)

Um filme estranho do sempre estranho diretor canadense Cronenberg. Uma bela ode ao delírio e aos efeitos alucinógenos das drogas como ponto de partida para a criação artística. Adaptação do livro do também estranho Burroughs. O filme me pegou bem mais do que eu achava que iria pegar. Fora o caos de consciência e da história no filme, o que gostei mesmo foi a discussão sobre o artista e a sua relação com o criar.

Desafio: semana 5 (de 30.01 a 05.02)

A semana mais fraca até agora. Passei uma semana fora, no Rio, pra ver o Grizzly Bear. Depois conto como foi, o show e a viagem.

Discos:

Sharpen Your Teeth – Ugly Casanova (2002)
Faster Than EvilJackDevil  (2013)
Spot The Psycho – Cornbugs (1999)
SunSuperStar EP – The Sinks (2013)
As Crônicas do BandidoElder Effe (2012)
*Llama Blues EP – Rich Robinson (2011)
*Through A Crooked Sun – Rich Robinson (2011)

Meus destaques musicais dessa semana ficam por conta dos dois trabalhos solos de um dos irmãos Robinsons, o guitarrista Rich, da gigante Black Crowes. O EP, especialmente, tem uns blues lindos. Guitarra!! O álbum é mais pop, mas ainda blues, lembrou muito coisas do Clapton.

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Filmes:

*Funny Games – Direção: Michael Haneke (2007)

Essa é segunda versão de Funny Games, que corresponde exatamente (ângulos de câmera, história, roteiro, etc) à primeira, lançada em 1997. Estou quase terminando a filmografia desse artista maior dos tempos atuais. É pesada! Filmes com carga de emoção gigante, uma emoção torta, angustiante. O que mais me chama atenção no Haneke até aqui é a maneira como ele constrói seus filmes sem lançar mão de quase nenhum recurso que normalmente todo mundo que faz cinema utiliza: trilha sonora, movimentos específicos de câmera, truques de edição, etc. É um cinema duro. Ele tem uma estética própria. O cara fundou um estilo, o cinema Haneke.

Desafio: semana 2 (de 09.01 a 15.01)

Essa semana foi bem tranquila. A diferença entre filmes assistidos e álbuns ouvidos foi maior do que na semana passada. Vamos a lista!

Discos:

John Prine – John Prine (1974)
Lysandre – Christopher Owens (2013)
Glad All Over – The Wallflowers (2012)
*Goblin – Tyler the Creator (2011)

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Tudo é pesado na sonoridade desse guri que se remete a fazer um hip hop de gente grande: as bases desse disco são um filme de terror e as letras disparam ‘fuck’ pra tudo quanto é lado. Não há momento para descontração, ou algum momento pra relaxar, é tudo muito carregado, apesar de muito articulado.  Bacana ter isso tipo de gente e som por aí.

Filmes

Let’s Get Lost – Direção: Bruce Weber (1988)
Tyson – Direção: James Toback (2008)
Lincoln – Direção: Steven Spielberg (2012)
Shame – Direção: Steve McQueen (2011)
World According to John Coltrane – Direção: Robert Palmer and Toby Byron (1990)
O sobrevivente – Direção: Werner Herzog (2006)
Juntos pelo Acaso – Direção: Greg Berlanti (2010)
Heleno – Direção: José Henrique Fonseca (2012)
ArgoDireção: Ben Aflleck (2012)
Amour – 
Direção: Michael Haneke (2012)
*As Vantagens de Ser Invisível 
Direção: Stephen Chbosky (2012)

Um pequeno clássico sobre traumas familiares, solidão, amizade, adolescência e seus dramas, maturidade e suas dores, etc.. Um bonito filme que passa pelos clichês do tipo de história que conta, mas não fica estagnado neles. O mérito dele é tratar de assuntos comuns com seriedade. Ótimo elenco, atuações precisas e personagens sem afetações.

Desafio: semana 1 (de 01.01 a 08.01)

Hora de conferir a lista de filmes e discos dos primeiros sete dias do desafio que me propus para 2013. Foram 4 discos e 6 filmes, um saldo positivo para uma semana mega corrida.

Discos:

Good Kid, M.A.A.D CityKendrick Lamar (2012)
2Mac Demarco (2012)
FadeYo La Tengo (2013)
*Nostalgia UltraFrank Ocean (2011)

Frank-Ocean

O meu destaque entre quatros discos que ouvi até aqui. A primeira mixtape desse cara que esteve no topo da música pop mundial no último ano com seu elogiado pois excelente Channel Orange. Essa mixtape chamou a atenção do público e da crítica para o Frank Ocean, e com razão, o disco é muito bom. O fato curioso e interessante é a utilização de alguns samples de músicas conhecidas de gente como Radiohead e Eagles servindo como base para as letras do cantor, compositor, rapper, etc., americano.

 

Filmes:

Tropicália – Direção: Marcelo Machado (2012)
Bird – Direção: Clint Eastwood (1988)
Saneamento Básico – Direção: Jorge Furtado (2007)
Madagascar 3 – Direção: Eric Darnell, Tom McGrath e Conrad Vernon (2012)
A Fita Branca – Direção: Michael Haneke (2009)
*American Splendor – Direção: Shari Springer Berman e Robert Pulcini (2003)

O meu destaque da lista de filmes dessa semana é a cinebiografia do quadrinista americano Harvey Pekar. O filme é composto de várias formas de expressões artísticas, tem um exercício de metalinguagem fudido de bom – aliás, a própria carreira do Pekar é baseada nesse exercício já que seus quadrinhos foram escritos tomando como base não apenas personagens mas também alguns diálogos reais  e ocasionais presente em sua vida. Nunca tinha conseguido ver o filme até o fim, por motivos diversos que não dizem respeito a ele, mas dessa vez foi. Além de tudo, tem umas entrevistas antológicas e famosas do cara – que é uma figura no mínimo insólita, ou como ele prefere se chamar no filme, “genuína” – no Letterman, duas delas, inclusive aparecem no película. Sente o drama:

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