Viagens, shows e alguma diversão – parte 2

Em São Paulo foi cansaço, mas também alegria. Vi pelo menos cinco bandas que eu sempre quis muito ver, em shows memoráveis.

Viajar a pretexto de ver shows é uma boa pedida, só que quando se trata festival, o negócio é mais embaixo. Fora o preço, a quantidade de dias de shows, tem o quebra cabeça por escolha das bandas, e principalmente, as horas em pé, o cansaço. É dureza.

Fui com a senhorita em 2010 ao Planeta Terra – eu, pra ver Pavement, ela, Billy Corgan e cia – aproveitamos mais a cidade por se tratar de um festival realizado em apenas um dia, o resto do fim de semana fizemos o que tínhamos que fazer. Dessa vez, ficamos confinados ao Centro, e o como todo centro de cidade importante, é só andar um tanto pra achar algo de interessante pra ver/fazer, esbarrar em gente, trocar ideia, etc. … mas sim, deu pra ir ao Mercadão comer o famoso “Bauru”.

Um monstrinho, o rapaz

Pastelzinho também caiu bem

Os shows… não vou me estender na descrição de todos porque foram muitos, e bons. Ficaria horas falando aqui sobre os meus preferidos, mas vou direto ao ponto: meu top five, e algumas menções honrosas.

Pearl Jam fez um show foda, pena que eu não curto o som da banda, nunca consegui gostar… Teve ainda Tomahawk do “Mister 1000 Voices” Mike Patton, arrebatador. O Gary Clark Jr. também fez um show bonzaço com sua guitarra nervosa, apesar d’eu ter achado a banda dele bem fraca. E o Vanguart fez um show bonito ao cair da tarde.

Meu Top Five:

Black Keys foi um show brochante para algumas pessoas, pois o som baixo não correspondia ao tamanho do festival e ao modo como foram apresentados: headliners. Eu achei massa, eles pareciam estar curtindo muito ali no palco, e esse lance meio blues delta meio rock contemporâneo dos timbres, riffs e melodias dos caras é bem bom, ao vivo também.

Planet Hemp fez a alegria de muita gente na casa dos vinte-quase-trinta. Uma das bandas brasileiras mais importantes dos últimos vinte anos destilando hits dos seus três discos fudidos de bom. Todo mundo cantando, roda de pogo (eu entrei, sim, não perdi a oportunidade), fumaça e o cheiro da erva pra tudo quanto é parte, D2 inspirado, Bnegão, Rafael, todo mundo no seu melhor. Foi massa. E o mais bacana: eles tocaram como uma das atrações principais do festival.

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Hives, matador

Hives fez um dos shows mais memoráveis do ano. Divertidíssimo! Jogando com a galera, ganharam-na. Ganharam inclusive gentes que não os conheciam, ou que estavam ali apenas pra ver o Pearl Jam. Uma banda performática cuja música enérgica faz com seus shows sejam sempre o mesmo (no bom sentido da coisa), tanto num local com duas mil pessoas quanto num com cinquenta mil.

Franz Ferdinand é provavelmente (junto com Interpol) a banda 00’s que mais gosto. O show foi uma catarse pra mim. Se não me engano, é a quarta ou quinta vez que os escoceses vieram ao país. Mais um show pra minha galeria de shows memoráveis. Tocaram músicas novas, muitas, aliás… boas, aliás. Tocaram músicas dos primeiros discos, tocaram músicas do Tonight. Tocaram tudo! E fizeram o melhor show, o meu melhor show do festival. Pois o QOTSA foi covardia, incomparável…

Queens of the Stone Age é incomparável em tudo. O show dos caras é incomparável. As canções, os riffs, as melodias, os solos, os arranjos, o Josh… incomparáveis. Provavelmente, o melhor show do ano em solo brasileiro.  Ainda bem que não foi um show nenhum pouco óbvio, digo, baseado somente em hits. Teve Better Living Through Chemistry e teve Song For The Dead !!!!!! Não rolou nenhuma do primeiro, mas teve música do novo álbum. Valeu esperar esse tempo todo para vê-los ali realizando essas canções que eu escuto desde sempre. Teve pogo. Ao final do show, eu estava sem voz e acabado. Inesquecível.

No geral, foram três dias de muito cansaço. Ficamos cinco dias em SP, não aguentava mais ao fim do último, queria casa. Valeu a pena pelos shows, mas é provável que eu deixe de mão esse negócio de festival e passe a ir a shows individuais apenas, mesmo sabendo da dificuldade das bandas que quero ver virem em shows solos.

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Sobre Paulo Henrique Moraes

sempre entre a palavra e a música.

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