Desafio: setembro

Em setembro fiz uma receita que já tava a fim de fazer há algum tempo: coq au vin. Fiz e até que ficou bom pra primeira vez. É um prato típico, tem suas peculiaridades, mas eu acho que consegui reproduzi-lo bem.

O Prato

A receita

Ingredientes

  • 2 coxas e sobrecoxas de frango
  • 1 cebola média
  • Bacon
  • 1 cenoura média
  • 3 dentes de alho
  • 2 pimentas
  • Salsinha
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 1 colher cheia de trigo
  • 400ml de vinho tinto seco

Preparo

Primeiro é preciso marinar o frango numa tigela com a cenoura (em rodela), a cebola (em fatias, picada grosseiramente), a salsinha, os dentes de alhos, pimentas, sal e pimenta do reino – além do vinho tinto, é claro! 24 horas na geladeira. Depois desse tempo, retirei o frango, coei a marinada e separei o líquido de um lado e os ingrediente do outro.

Para o preparo, dourei as coxas e sobrecoxas com azeite no fogo médio por alguns minutos. Em seguida, acrescentei os legumes que havia separado, o bacon em cubos pequenos, dissolvi o trigo no líquido da marinada e despejei por cima do frango. Aí ficou cozinhando em fogo baixo por algum longo tempo até tudo ficar bem macio.

Servi com arroz de brócolis e baratas.

Desafio: agosto

Fiz ceviche em agosto! Uma das receitas que mais gostei de fazer pois foi a que mais me surpreendeu em sabor.

O Prato

A receita

Ingredientes

  • 200 a 300 g de filé de peixe (usei pescado)
  • 100 g de camarão fresco
  • Um maço de cheiro verde
  • Uma tanja pequena
  • 4 folhas de hortelã
  • 4 tomates cereja
  • 1 cebola roxa pequena
  • 2 limões sicilianos
  • Uma pimenta de cheiro
  • Pimenta ardorosa (eu usei a caiena aqui da horta =))
  • Sal e pimenta do reino a gosto

Preparo

Antes de tudo, cortar todos os ingredientes: o peixe e a tanja em cubos, a cebola em fatias, os tomates, a hortelã e as pimentas (tem que retirar as sementes), em pedaços bem pequenos. Numa vasilha, juntei o peixe e o camarão temperado com sal e pimenta do reino, espremi os limões em cima e deixei ‘cozendo’ no ácido do suco por uns 5 minutos, mexendo um tanto aqui e ali. Em seguida fui acrescentando os outros ingredientes, mexendo sempre.

Ps: aquele truque de deixar a cebola cortada na água gelada pra perder a acidez e o gosto forte, faça! O resultado é bom.

A receita é bem fácil, a apresentação fica bonita e a comida é leve (apesar disso, satisfaz como poucos pratos). Talvez a receita que mais gostei do resultado final.

Desafio: julho

Um pouco distante, pois: tanta vida!

(…)

Em julho foi paella (com bruschetta de entrada). A família da minha pequena, na verdade, a irmã dela, o marido e os filhos bonitos, sabendo das minhas aventuras na cozinha, deram a ideia de estabelecer um calendário de jantares e almoços para me aproximar mais de todo mundo. Achei bacana da parte deles. Mas é uma responsabilidade porque o responsável total pelo jantar sou eu; quer dizer, o vinho eu deixo com eles.

À paella, então!

O prato

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A receita

Ingredientes

  • 1/2kg camarão fresco
  • 1kg de lula e polvo
  • 1/2kg de mexilhão
  • 1kg de arroz
  • açafrão
  • 2 tomates médios
  • 2 cebolas médias
  • 3 calabresas
  • 6 dentes de alho
  • 200g de ervilha
  • 2 limões sicilianos
  • 2 pimentões grandes (1 vermelho e  amarelo)
  • Bacon
  • Salsinha e cebolinha
  • Azeite, sal e pimenta a gosto

(para a bruschetta eu usei pão italiano, azeite, salame, queijo – não lembro qual hehe -, tomate cereja, orégano e manjericão daqui da horta)

Preparo

Primeiro, cortei o bacon, as calabresas, os tomates (sem sementes), as cebolas e o alho em tamanho pequeno. Depois preparei um caldo para cozinhar o arroz: os mexilhões fervendo na água com um tiquinho de sal e açafrão, numa panela média não tão cheia. Desliguei depois de 3 minutos, tirei os mexilhões e reservei a água quente. Numa panela grande, tipo a wok, fiz o refogado com azeite, bacon, calabresa, cebola e alho. Depois de alguns minutos com tudo dourado, acrescentei o polvo e o arroz; uma esquentadinha em ambos e despejei a água quente do caldo de mexilhões. Quando o arroz já tava secando (10 a 15 minutos), fui acrescentando o resto dos ingredientes: lula, camarão, mexilhão, ervilha, salsinha e cebolinha, além de corrigir o sal e colocar um tanto de pimenta do reino. Por último, os pimentões cortados ‘de comprido’, que eu intercalei com os limões sicilianos cortados em gomos. Daí, cobri a panela com papel alumínio e deixei mais 5 minutos até desligar o fogo.

Eu pensei que ia ser complicado, mas não foi, é um pouco trabalhoso só, principalmente por ser refeição para muitas pessoas (acostumado a fazer apenas paras duas). A noite foi agradável, acho que se foram uns 3 vinhos brancos. Eles tinham acabado de voltar da Argentina, ou seja, muito papo + muita comida e bebida.

Desafio: junho

Já dezembro! Eu cozinhei durante esse tempo todo, viu, fui convidado inclusive pela família da pequena a fazer jantares temáticos mensalmente – ó só! A preguiça é que não me deixa atualizar o blog com as receitas. Mas vamos lá, até amanhã posto as que estão atrasadas.

Em junho, fiz um churrasco sulista americano completo: fritas, costela de porco ao barbecue, anéis de cebola etc.

O prato

acho que a pequena gostou rsrs

A receita

Ingredientes:

  • uma costela de porco média, 800g mais ou menos
  • 3 batatas médias
  • 2 cebolas grandes
  • 3 dentes de alho
  • folhas de louro a gosto
  • pimenta do reino a gosto
  • molho inglês (substituindo o sal)
  • açucar
  • molho de tomate
  • vinagre de vinho tinto
  • 2 ovos
  • farinha de trigo
  • farinha de rosca
  • óleo (eu uso de granola)

Preparo

A batata frita é aquilo, sem segredos.

Os anéis têm que ser feitos com cebolas grandes. Cortei anéis com espessura média para não quebrarem facilmente. Coloquei-os na água com gelo para diminuir a acidez. Depois, frigideira com óleo bem quente. Anéis empanados no trigo-ovo-rosca e pronto: frigideira. Doure e retire.

A costela de porco, eu deixei marinando no tempero de molho-inglês-pimenta-louro-alho-vinagre por 3 horas. Enrolei no papel alumínio e levei ao forno pré-aquecido a 180°C durante um período de 50min a 1h, depois tirei o papel alumínio e deixei dourando por mais alguns minutos (30, no máximo). Nessa fase sem o papel alumínio, a cada 10 minutos, fui ‘regando’ a costela com o molho barbecue que fiz (preferi fazer, mas tem uns bem gostosos nos supermercados da vida, fica por conta do gosto de cada um).

O molho: o que sobrou do marinado levado ao fogo com o molho de tomate e o açúcar (mascavo), reduz até ficar bem encorpado.

Desafio: maio

Faz um tempo já… rs

Fiz nhoque em maio. Nenhuma novidade. A novidade é que fiz nhoque pela primeira vez.

O prato:

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A receita

Ingredientes:

  • 6 batatas médias
  • 1 xícara de farinha de trigo
  • sal a gosto
  • parmesão ralado
  • 1 lata de molho de tomate
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 200g de carne moída
  • 1 linguiça suína
  • 2 dentes de alho
  • folhas de manjericão e orégano

Preparo:

A massa eu fiz da maneira tradicional. Cozinhei as batatas na água quente com sal em fogo bem alto; quando ficaram bem macias, desliguei o fogo, escorri a água e deixei elas esfriarem. Depois ralei e amassei as batatas(com processador é mais fácil, mas ainda não temos aqui em casa) e fui polvilhando de leve com a farinha de trigo até formar uma massa uniforme, não tão firme e nem tão ‘mole’. Ah, botei um pouco de queijo ralado também. Dividi a massa em algumas partes, fiz rolinhos e depois fui cortando com uma espátula no formato do nhoque.

Para o molho, dourei o alho, a carne e a linguiça no azeite por uns poucos minutos; depois juntei o molho de tomate (eu uso aquele de lata que vem com uns pedaços bonitos de tomate), daí deixei apurar em fogo bem baixo por alguns outros minutos. Aprendi com o Buddy que molho de tomate com carnes fica sempre melhor quando cozido em fogo bem baixo. Só isso. Se tiver muito ácido, uma pitadinha de açúcar e tchan nan nan.

O nhoque cozinha em água fervendo e com muito sal. Ao subir do fundo da panela, está pronto.

Pra montar o prato é só despejar o molho (eu o deixo sempre bem firme) sobre o nhoque ainda quente. Coloquei ainda o manjericão e o orégano (da minha horta \o/) e bastante queijo (o que achei na geladeira).

Fácil, gostoso e pesado. Como gostamos aqui em casa.

Desafio: Abril

Fiz berinjela à parmigiana no mês retrasado (só postando agora por motivos explicados no post anterior). Ficou bonitão, o prato. E gostoso. Eu garanto!

A receita não tem nada de complicado.

O prato:

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A receita:

Ingredientes

  • Duas berinjelas médias
  • Peito de frango desfiado
  • Cebola média picada em pedaços pequenos
  • Tomate médio sem semente picado em pedaços pequenos
  • Salsinha
  • Azeite, pimenta do reino e sal a gosto
  • Queijos, bastante (eu usei parmesão ralado, muçarela e requeijão)

Preparo:

Temperei o peito de frango levemente com sal e pimenta, além de um pouco de colorau, fervi um pouco (não mais que 15 minutos) e desfiei. Daí: azeite numa frigideira em fogo baixo, dourada rápida na cebola, e depois o peito desfiado, joguei o tomate depois de alguns 5 minutos e corrigi o sal e a pimenta. No final, a salsinha pra dar uma cor e um sabor legal. Um refogado básico, enfim. Depois de frio, só juntar o requeijão ao refogado pra deixá-lo levemente pastoso. Se quiser botar um pouco da muçarela ralada, nada contra.

Preparar a berinjela é tão simples quanto o passo anterior. Primeiro, corte ela ao meio, retire a polpa com uma colher, uma pincelada de azeite em ambos os lados da bendita e frigideira rapidinho, 2 minutos para cada lado – em fogo sempre baixo.

Peguei o refogado/recheio e preenchi a berinjela, botei numa forma média, joguei mais queijo por cima: o parmesão ralado primeiro e depois cobri com a muçarela. Por último, forno – 30 minutos no máximo, pré-aquecido, 180 a  200°C. 

Na montagem do prato botei umas folhas de manjericão pra dar aquela ‘qualirada’ final.

Desafio: Março

Fiz salmão pela primeira vez. Apesar de não ser fresco, o prato ficou acima do esperado.  Molho de maracujá (com umas folhinhas de hortelã daqui da minha horta, rsrs) por cima. Batatas sauté e aspargos pra acompanhar, além do arroz básico do maranhense. Simplicidade. Desafio cumprido no mês de março.

O prato:

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A receita:

Ingredientes

  • 500g de salmão (infelizmente foi o de supermercado mesmo)
  • Suco de 1 laranja
  • Polpa de 1 maracujá
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 4 batatas pequenas
  •  Salsinha picada
  • 1 colher de manteiga
  • 1/2 colher de azeite
  • 300 g de aspargos (também não fresco – eu juro que isso vai mudar)

Preparo:

Antes de tudo, é preciso fazer uma redução do suco de laranja e da polpa do maracujá.

Temperar o salmão é simples: sal e pimenta em ambos os lados, levemente; sobre a pele do peixe, um tanto de azeite – pronto. Daí é só deixar descansar um pouquinho. Enquanto isso, uma frigideira antiaderente no fogo médio e mais um tanto de azeite. Em seguida, o salmão para grelhar dos dois lados. Não demora muito e já está no ponto, dourado e suculento.

Dá pra fazer o molho na mesma frigideira em que foi grelhado o salmão. Basta acrescentar a ela meia colher de farinha de trigo, misturar a redução de laranja e maracujá e deixar engrossar.

Quanto às batatas, nada de especial: só fervê-las uns minutos já temperadas com sal até que fiquem cozidas mas ainda firmes. Depois é só levá-las a uma frigideira com azeite e manteiga até dourar, e finalizar com a salsinha.

Os aspargos, mesma coisa. Simples.

Pronto! Monte o prato e vá pro abraço.

Ano novo, desafio novo

Vamos brincar mais uma vez?

Já falei em posts anteriores que o meu lance com a cozinha tem se transformado numa relação bem séria. Comer está no meu top 5 de melhores coisas que o ser humano é capaz de fazer; porém, não somente o ato me interessa, todo o processo que se finaliza na boca me é um universo atraente. Aprender sobre harmonias de temperos, sabores, aromas, brincar com texturas e cores, e experimentar alimentos tão diversos quanto possível – uma paixão que dificilmente irá me deixar.

O fato é que, como eu gostei bastante desse negócio de me propor desafios, pois tem me tirado de certa zona de conforto (preguiça!), bem como me ajudado a quebrar alguns preconceitos, já no final do desafio do ano passado, resolvi qual seria o meu próximo. E tem a ver com comida, claro!

O que eu me propus foi: a cada mês deste ano fazer uma receita nova (pra mim) que exija um pouco mais dos meus ainda não totalmente conhecidos (até por mim) dotes culinários. Já me sinto seguro com alguns pratos, italianos, especialmente, por isso vou tentar fazer comidas com temperos e ingredientes que eu não tenho muito contato no dia a dia. E a cada mês de 2014 venho aqui no blog postar o prato, a receita e o que mais der pra mostrar, rs.

Em janeiro eu não pude fazer nenhum prato para o desafio, mas agora em fevereiro deu. Para comemorar o aniversário da minha pequena, que foi no dia 20 passado, fiz um predileto dela.

O prato:

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A receita:

Ingredientes

  • 1 moranga média
  • 1 copo de requeijão
  • 1 kg de camarão limpo , temperado com pimenta-do-reino e limão
  • 2 colheres (sopa) de azite, para dourar
  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho amassado
  • 3 tomates sem pele e sem sementes, picados
  • 1 pimenta de cheiro picada
  • 3 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 1 xícara (chá) de leite de coco
  • 1 lata de creme de leite
  • 1 colher (sopa) de salsa picada
  • 1 colher (sopa) de cebolinha verde picada
  • queijo parmesão ralado a gosto

Preparo:

Antes de tudo é preciso “preparar” a moranga, retirando a tampa com uma faca e as sementes com uma colher.

Depois o que eu fiz foi levar ao fogo uma panela que cabia a moranga inteira, enchi a panela com água até um pouco mais da metade de sua capacidade, deixei ferver e coloquei a moranga para amaciar; primeiro com a abertura virada pra cima e depois com ela virada pra baixo. Esse processo não demora mais que 10 minutos contando a partir da fervura da água. Próximos passos: retirar a moranga do fogo, escorrer a água que acaso fique dentro dela, e deixá-la esfriar.

Para o recheio, eu fiz um refogado simples do camarão já temperado com pimenta do reino, sal e limão. Aquilo lá de sempre: fogo baixo pra médio, azeite, cebola, alho, dourou tudo e tchanam: camarão pra dentro. 10 minutos, no máximo. Só aí vão os tomates, a pimenta de cheiro e o trigo diluído no leite de coco. Desliguei o fogo, acrescentei o creme de leite (sem soro, hein) e o requeijão (eu fiz uma mistura dos dois antes), e corrigi o sal e a pimenta. A mistura toda foi para a moranga.

Antes de levar a moranga ao forno, untei a área externa dela com azeite pra ressaltar sua cor. 30 minutos a 180º. Cebolinha e salsa pra fazer aquela frescura final, coloquei uns camarões ali do lado também pra dar um charme, e queijo ralado pra dar a liga. Daí é boca. E foi boca demais porque ficou bom pra caralho.

Em março tem mais!