It’s Just that Simple

Uma música, e só! Tudo vai dar certo.

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Três arranjos fodas de… bateria

Os caras ficam lá atrás, quase sempre escondidos – as vezes não né? Neil Peart e Dave Grohl sempre aí pra desmentir -, muitos são enganadores mesmo, só fazem aquilo lá, outros “apenas” segurando a banda para a peteca não cair e pronto. Mas tem uns caras que compõem magnificamente bem com esse instrumento complexo e ingrato que é a bateria. A seguir, três arranjos fodas e singelos que sempre me emocionam quando escuto. Ah, nada de extravagâncias ou grandes viradas, etc e tal.

I – Não conheço o baterista, não sei o nome dele, nem sei se foi ele quem gravou no disco essa joia do Fabio Góes (aliás, escutem o Fabio Góes, urgentemente – ou não). Tem uns negócios ali que ele faz que elevam a música à vigésima potência.

II – Não dá pra escolher qual é o melhor instrumentista, arranjador ou compositor dessa banda – toda ela perfeita. O Chris Bear, dentre todos, porém, é certamente o que mais me emociona. Além de tudo é bonito e canta bem, hehe. Vi ele ao vivo ano passado e é impressionante o que ele faz ali atrás. Muito difícil também é escolher apenas um arranjo de bateria dele. Fico com essa belezura aqui:

III – Esse outro cara aqui é gigante porque consegue se destacar em uma banda que tem apenas Jeff Tweedy, Nels Cline e John Stirratt (deu pra perceber a adoração né?). O Glenn Kotche faz umas coisas na bateria que arrepiam. Essa entrada dele em One Wing emociona muito.

Being There: um título, três obras-primas

I – O livro

Novela rara do polonês-americano Jerzy Kosinski. De 1970. Publicada no Brasil logo em seguida sob o título de O Videota (Arte Nova, 1971. Tradução:  Hindemburgo Dobal), e, recentemente, como O Vidiota (Ediouro, 2005. Tradução: Laura Alves, Aurélio Barroso Rebello).

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II – O filme

Adaptação hollywoodiana do livro do Kosinski. Roteiro do próprio autor. Direção: Hal Ashby. E o Peter Sellers mais gênio do que nunca atuando. De 1979.

III – O disco

Segundo álbum do Wilco, de 1996. Duplo lançado como um – no melhor estilo leve dois pague um. Alguns gostam do Wilco só até aí (no máximo até o Summerteeth), neo-alt-country mesmo. Depois desse disco há muita experimentação (o que eu gosto, e  muito).