Lendo, Ouvindo, Vendo

A economia não mente – Guy Sorman

Da Alegria no Leste Europeu e na Europa Ocidental Andrei Plesu.

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Cosmos – FOX e A história da Matemática BBC.

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MCIII – Mikal Cronin Os Pingos nos IsReinaldo Azevedo e trupe (rs).

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Avante

O título é foda. Os arranjos são outro nível. As composições, jesus… e as letras, veja só, eu, que sou do time ‘poesia é poesia, letra de música é letra de música, coisas infinitamente distintas’, fui pego de jeito pela poesia do Siba transformada em música. O grande  mérito do álbum, vá lá, um dos grandes méritos do álbum, é fazer parecer tudo natural – desde a simplicidade sofisticada dos arranjos, das texturas instrumentais, aos versos metrificados e incomuns cantados pelo pernambucano. Esse disco é raríssimo, pra sempre.

Malkmus, my hero

Essa maneira torta de ser, de tocar guitarra, de cantar, de escrever…

Um dos meus heróis da adolescência. Guardo comigo essa alegria quase infantil de ter visto o cara ali na minha frente pertinho realizando todas essas canções que só me trazem boas lembranças e sentimentos.

Stephen Malkmus é um compositor pop perfeito, é um pop de estranheza ímpar, mas, ainda sim, pop. Basta ouvir as canções dele no Pavement e na carreira solo. Mas ouça sem amarras.

Tem esse show na KCRW como divulgação do último disco dele com os Jicks, “Mirror Traffic”. Saquem a cara do tio solando sem palheta e cantando de olho fechado, fruindo música. É bonito.

Sobre Garage Rock, diversão e cansaço

(Mais um blog. O que eu posso fazer? O que vocês podem fazer? Quando der vontade de escrever, e sempre dá, estarei por aqui a falar sobre coisas diversas – música pop e literatura na maioria das vezes, não vou mentir.)

Pra começar, ó só doc. massa em três partes que veio a mim pelos links da vida.

Garage Rock é sempre legal demais, principalmente pela diversão que é ser jovem, ter disposição pra baderna e essas coisas. O doc. mostra essas bandas anos 2000 de algumas cidades americanas, e tudo meio que misturado: shows, bagunça, dificuldades, destemor, vontade de. Algumas das bandas são legais pra além disso, outras são só isso mesmo e acabou. Gostei de ter assistido por ter me feito lembrar de como é divertido e de como tem que ser exatamente assim. O problema pra mim é que em algum momento esse negócio todo enche o saco, tem todo um lance por trás que te consome todo, se tu não consegue balancear isso de alguma forma, cansa mesmo – digo pois sinto isso como alguém que ouve e faz garage rock: é quase inevitável.

Mas o doc. é bem mais que isso, claro, ele dá uma zoneada bem bacana sobre essa safra nova de bandas garageiras americanas, e todo o lance em volta: público, se virar pra shows, lançar discos, a volta dos singles e lançamentos em vinil, estrutura de selos pequenos, etc, etc, etc. Vale muito a pena ver!