Três músicas fodas com… onomatopeias

Essa é manjada, por isso fui buscar umas músicas não tão manjadas para o post. Os uh uh la la não são as partes mais importantes das músicas que escolhi, podem ser encaradas mais como acessórios ou como lapsos de deboche mesmo. Por isso são todas bem divertidas.

Pavement é a banda mestra quando o assunto é onomatopeia. Em cada disco deles, pelos uma canção tem um uh uh uh uh ou um la la la cha cha cha ou até mesmo um cha la la la la la uh uh uh uh. Entre tantas, eu escolhi uma que é um pequeno clássico presente no grande clássico deles: o papapapapa parara  de Conduit for Sale é uma maravilha (essa música me lembra um pouco Nirvana, antes do Nevermind – verborragia, instrumental comendo e um tanto de deboche)

Graham Coxon é um dos caras que mais gosto de ouvir. Compositor fino, ótimo guitarrista, tem influência do indie rock americano dos 90’s, fez parte de uma das melhores banda daquela década, etc etc etc. Pelo menos dois discos do Graham são perfeitos do começo ao fim. E, de vez em quando, ele solta um na na na’s em suas músicas.

Travis não é das bandas preferidas (apesar de ser do meu lugar musical favorito), mas tem alguns discos que eu gosto bastante. Outra banda que abusa (no bom sentido) de onomatopeias e afins. Escolhi um yeah yeah yeah da canção Peace the Fuck Out, do disco que mais ouço deles.

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Três arranjos fodas de… bateria

Os caras ficam lá atrás, quase sempre escondidos – as vezes não né? Neil Peart e Dave Grohl sempre aí pra desmentir -, muitos são enganadores mesmo, só fazem aquilo lá, outros “apenas” segurando a banda para a peteca não cair e pronto. Mas tem uns caras que compõem magnificamente bem com esse instrumento complexo e ingrato que é a bateria. A seguir, três arranjos fodas e singelos que sempre me emocionam quando escuto. Ah, nada de extravagâncias ou grandes viradas, etc e tal.

I – Não conheço o baterista, não sei o nome dele, nem sei se foi ele quem gravou no disco essa joia do Fabio Góes (aliás, escutem o Fabio Góes, urgentemente – ou não). Tem uns negócios ali que ele faz que elevam a música à vigésima potência.

II – Não dá pra escolher qual é o melhor instrumentista, arranjador ou compositor dessa banda – toda ela perfeita. O Chris Bear, dentre todos, porém, é certamente o que mais me emociona. Além de tudo é bonito e canta bem, hehe. Vi ele ao vivo ano passado e é impressionante o que ele faz ali atrás. Muito difícil também é escolher apenas um arranjo de bateria dele. Fico com essa belezura aqui:

III – Esse outro cara aqui é gigante porque consegue se destacar em uma banda que tem apenas Jeff Tweedy, Nels Cline e John Stirratt (deu pra perceber a adoração né?). O Glenn Kotche faz umas coisas na bateria que arrepiam. Essa entrada dele em One Wing emociona muito.

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